Apenas 3 em cada 100 jovens do Amazonas concluem o ensino médio com o nível mínimo de aprendizagem em língua portuguesa e matemática. O dado alarmante é do Anuário da Educação Básica 2024, publicado pelo movimento Todos Pela Educação, em parceria com a Fundação Santillana e a Editora Moderna.
O relatório mostra um retrato preocupante da educação no estado, em especial quando se olha para a infraestrutura escolar e a qualidade da aprendizagem. Apesar de avanços em acesso, a qualidade ainda está muito aquém do esperado.
Trajetória escolar no Amazonas:
- 👶 85 crianças entram na pré-escola;
- 🧮 88 concluem os anos iniciais do ensino fundamental, mas só 33,3% aprendem o mínimo;
- 📘 84 concluem os anos finais, com apenas 12,2% atingindo aprendizagem adequada;
- 🎓 68 chegam ao fim do ensino médio, mas só 3% dominam os conteúdos básicos.
Infraestrutura crítica prejudica aprendizagem
Com 5.519 escolas em funcionamento, o Amazonas ainda sofre com a falta de recursos básicos:
- 🚽 Apenas 11,8% das escolas têm esgoto ligado à rede pública;
- 💧 92,5% têm água potável;
- 💡 71,2% contam com energia elétrica regular;
- ❄️ 71,6% das salas são climatizadas;
- 🔬 Só 6,8% das escolas de ensino fundamental têm laboratório de ciências;
- 🧪 No ensino médio, esse número sobe para 43,4%, ainda longe do ideal.
Segundo Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação:
“A ausência de infraestrutura básica, além de ser uma questão de dignidade, está diretamente ligada às condições de aprendizagem. No Norte, os desafios são agravados pelo Fator Amazônico – custos logísticos e operacionais que precisam ser considerados nas políticas públicas.”
O levantamento mostra ainda que 91,6% das matrículas no ensino médio no Amazonas estão sob responsabilidade da rede estadual, enquanto 3,3% são de instituições federais e 5,1% da rede privada.
com informações do g1






