Após tiroteio no Hospital 28 de agosto e sequestro relâmpago de uma médica ao sair do plantão no Instituto da Mulher, médicos temem pelas suas vidas e enviam nota ao Governo do Amazonas.

As empresas médicas que prestam serviços ao Governo do Amazonas se manifestam após episódios que demonstram claramente a falta de segurança que esses profissionais estão expostos em seus ambientes de trabalho. No último dia 25, um tiroteio no hospital 28 de agosto foi manchete e, no dia seguinte um sequestro relâmpago de uma médica não foi divulgado na mídia, mas percorreu pelos grupos de WhatsApp.

Após encerrar o plantão no Instituto da Mulher, por volta das 18h, a médica que não teve sua identidade revelada foi abordada pelos sequestradores no estacionamento, colocada dentro do próprio veiculo e abandonada duas horas depois na Rodovia AM010 sem seu carro, bolsas e pertences.

Além de não garantir condições técnicas adequadas para o atendimento médico, com falta de leitos, insumos, medicamentos e exames, não repassar o pagamento aos Médicos desde Julho/2018, a Administração Pública não fornece ainda mínimas condições de segurança para que os profissionais de saúde possam exercer suas atividades. Será necessária uma tragédia de maior proporção dentro de algum Hospital da Rede para que sejam tomadas providências concretas?

O documento feito no último dia 26, expõe os pontos que tanto os médicos quantos os pacientes e acompanhantes estão submetidos dentro e próximo as unidades de saúde e quais a providências que precisam ser tomadas.

Nota das empresas médicas que prestam serviços ao Governo do Amazonas.

As Empresas Médicas abaixo subscritas neste documento representadas por seus diretores, vêm por meio deste EXPOR e COBRAR PROVIDÊNCIAS IMEDIATAS da Administração Pública sobre a FALTA DE SEGURANÇA NAS UNIDADES ESTADUAIS DE SAÚDE, que atingiu seu ápice na noite de 25/11/2018, nas dependências do HPS 28 de Agosto, conforme amplamente divulgado na mídia local, onde criminosos armados _entraram e dispararam tiros contra rivais, promovendo pânico entre todos os que estavam presentes.

É notório para população amazonense  a escalada de violência em que vivemos. Inúmeros são os casos noticiados diariamente: assaltos, homicídios, confronto entre criminosos, ou deles contra a autoridade policial. Invariavelmente os feridos são levados para atendimento nas Redes de Urgência e Emergência do Estado. Estas Unidades de Saúde _não possuem segurança adequada para garantir a integridade física dos pacientes, acompanhantes ou profissionais de saúde em casos como o ocorrido no HPS 28 de Agosto, apesar de atender com frequência criminosos de alta periculosidade levados para atendimento com lesões traumáticas, em sua maioria, que muitas vezes permanecem longos períodos internados, expondo dezenas de inocentes a verdadeiras tragédias durante o chamado “acerto de contas” entre membros de facções rivais. Indivíduos ARMADOS transitam tranquilamente em grandes Pronto Socorros, sem serem abordados em qualquer momento por seguranças, pela falta de efetivo treinado e protocolos de acesso bem definidos nas portarias.

Cabe ressaltar ainda, que esta realidade se estende para todas as demais Unidades, como Serviços de Pronto Atendimento (SPA´s), Maternidades, CAIC´s, Fundações_ e outras, que já convivem diariamente com furtos, agressões verbais e até mesmo físicas, sem a devida retaguarda de proteção aos profissionais, pacientes e familiares. Além de não garantir condições técnicas adequadas para o atendimento médico, com falta de leitos, insumos, medicamentos e exames, não repassar o pagamento aos Médicos desde Julho/2018, a Administração Pública não fornece ainda mínimas condições de segurança para que os profissionais de saúde possam exercer suas atividades. Será necessária uma tragédia de maior proporção dentro de algum Hospital da Rede para que sejam tomadas providências concretas?

Diante do exposto, solicitamos com URGÊNCIA:

  1. Presença permanente de efetivo da Polícia Militar para garantir a segurança nas Unidades de Urgência / Emergência, em número adequado para pronta assistência quando acionados;
  2. Treinamento adequado dos agentes de portaria, sejam concursados ou de empresas terceirizadas, para que não permitam acesso irregular de indivíduos sem a devida identificação às dependências das Unidades onde ocorre atendimento;
  3. Protocolos claros e rígidos definindo vistoria regular em busca de armas branca e de fogo na entrada, controlando acesso de acompanhantes e seu tempo de permanência dentro dos Hospitais;
  4. Monitoramento e iluminação adequadas nos estacionamentos dos Hospitais, nos quais encontramos verdadeiras feiras ao ar livre, sem qualquer tipo de proteção aos trabalhadores e seus veículos.

Sendo o que tínhamos para o momento, contamos com a sensibilidade da Administração Pública em tomar as medidas necessárias e com urgência para evitar que episódios como o registrado no HPS 28 de Agosto se repitam, evitando assim tragédias maiores em nossos Hospitais. Renovamos ainda protestos de elevada consideração.

Atenciosamente,

Empresas Médicas que prestam serviços de saúde ao Governo do Estado.

Icea

Itoam

Imed

Coopanest

Cooap

Cardiobaby

Cooped

CNA

Uninefro

Univasc

Saap

Coopati

Coopaneo

Igoam

Cooperclim