Manaus | 27 de julho de 2026 | 11:42:26

Explosivo! Ex-assessor do TSE denuncia ‘caça à direita’ liderada por Moraes e PGR

foto reprodução

Em um depoimento explosivo à Comissão de Segurança Pública do Senado, o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, fez uma série de acusações graves contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo Tagliaferro, os dois teriam participado de uma estrutura informal de perseguição política apelidada por ele de “Gabinete do Fim do Mundo” criada para mirar sistematicamente nomes da direita, influenciadores, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares conservadores.

Investigações seletivas e alvos combinados

De acordo com o ex-assessor, as investigações não seguiam critérios técnicos nem jurídicos. Pelo contrário: listas com nomes de investigados seriam combinadas previamente entre Moraes e Gonet, muitas vezes por aplicativos de mensagem e e-mails não oficiais.

Essas listas, com até 200 nomes, eram preparadas de forma retroativa para justificar decisões judiciais que já haviam sido tomadas o que configuraria, segundo Tagliaferro, uma fraude processual institucionalizada.

Força-tarefa paralela e abuso de poder

Além do conluio com a Procuradoria-Geral da República, Tagliaferro revelou a existência de uma força-tarefa paralela, sem formalização legal, que atuava dentro do TSE. Determinações supostamente partiam diretamente de Moraes e eram repassadas informalmente à equipe, que produzia relatórios apenas para “simular legalidade” após as ações já terem sido executadas.

Ele afirmou ainda que não havia monitoramento de figuras de esquerda, mesmo quando envolvidas em desinformação ou ataques às instituições. A estrutura, segundo ele, era direcionada exclusivamente contra a direita.

Efeitos políticos e pressão institucional

As denúncias provocaram uma forte reação no Congresso. Senadores e deputados da oposição afirmam que, se comprovadas, as práticas colocam em xeque todo o sistema de fiscalização eleitoral e de investigações do período pós-eleição de 2022.

Diante das revelações, a Comissão de Segurança Pública decidiu, por unanimidade, encaminhar um relatório com as denúncias para o STF, CNJ, TSE, OAB e CNMP, além de comunicar o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso.

Parlamentares também pedem a suspensão imediata do julgamento de Jair Bolsonaro, alegando vícios insanáveis nos procedimentos conduzidos por Moraes.

Alcance internacional

Tagliaferro afirmou ainda que já entregou cópias dos documentos e provas ao governo dos Estados Unidos, inclusive à equipe do ex-presidente Donald Trump, e que há esforços para internacionalizar a denúncia, expondo supostos abusos do Judiciário brasileiro em cortes internacionais.

Segundo ele, o material inclui trocas de mensagens, e-mails, prints e relatórios internos que comprovariam a atuação política e seletiva dentro da Justiça Eleitoral.

Conclusão

Se confirmadas, as denúncias revelam um esquema sem precedentes de manipulação institucional, perseguição política e uso do Judiciário como arma de controle ideológico. A repercussão deve se intensificar nos próximos dias e pode gerar a maior crise de legitimidade da história recente entre o STF, a PGR e o Congresso Nacional.

A pergunta que fica é: a democracia está sendo protegida ou usada como pretexto para silenciar adversários?

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