Manaus | 18 de setembro de 2026 | 21:51:15

Evangélicas são investigadas por usar visitas a presídio como fachada para encontros com facção em MT

Mulheres ligadas ao projeto voluntário de evangelização “Resgatando Vidas” são investigadas pela Polícia Civil de Mato Grosso por supostamente utilizarem o acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, para facilitar ações relacionadas a integrantes do Comando Vermelho.

Segundo as investigações da Operação Fariseus, mensagens encontradas nos celulares das suspeitas indicaram a existência de um grupo privado chamado “As Faixa Rosa Evangélica”. No espaço, as investigadas teriam combinado visitas e encontros íntimos com lideranças da facção.

As apurações também apontam que o acesso ao presídio teria sido utilizado para o repasse de recados e movimentações financeiras consideradas ilícitas pela investigação.

Entre os principais alvos está Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, apontada como coordenadora do projeto. Os pais dela, que são pastores, também estão entre os investigados. O Ministério Público denunciou os envolvidos por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Uma das conversas interceptadas pela polícia traz a frase: “vai ser um por um, para nenhum ficar brigado com outro”, em referência à organização das visitas durante um feriado.

Após a investigação, a Justiça determinou que os envolvidos fossem impedidos de participar de atividades religiosas dentro dos presídios de Mato Grosso.

As acusações ainda são objeto de investigação e de análise judicial, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

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