Na quinta-feira (1º), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, declarou que Edmundo González, opositor de Nicolás Maduro, obteve o maior número de votos na eleição presidencial da Venezuela. Este comunicado reforça a postura da oposição venezuelana de não reconhecer os resultados das eleições.
Blinken parabenizou González pelo “sucesso da campanha” e enfatizou a necessidade de “iniciar discussões sobre uma transição respeitosa e pacífica, conforme a lei eleitoral venezuelana e os desejos do povo venezuelano”. O secretário reafirmou o apoio dos EUA à transição democrática na Venezuela, declarando: “Apoiamos plenamente o processo de restabelecimento das normas democráticas na Venezuela e estamos prontos para considerar formas de reforçá-lo com nossos parceiros internacionais.”
Em resposta ao comunicado, Maduro fez um discurso ao vivo em seu perfil no X, em que criticou a posição dos EUA. Ele comparou a situação atual à de 2019, quando o líder da oposição, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da Venezuela, alegando fraude na reeleição de Maduro.
Maduro declarou: “Querem impor um modelo ‘Guaidó parte 2’. ‘Guaidó parte 1’ foi um fracasso, um dano ao país. Nós tivemos muita paciência com Guaidó. Agora os Estados Unidos dizem que a Venezuela tem outro presidente. Os Estados Unidos devem tirar o seu nariz da Venezuela. O povo venezuelano é quem manda na Venezuela. É quem pode. É quem decide. É quem elege.”
O cenário político na Venezuela continua tenso, com a comunidade internacional observando de perto os desdobramentos dessa disputa.




