Nesta quarta-feira (20),os Estados Unidos fecharam sua embaixada em Kiev, após receberem “informações específicas de possível ataque aéreo significativo” à capital ucraniana. O governo americano alertou seus cidadãos na Ucrânia a estarem preparados para buscar abrigo imediatamente, caso um ataque aéreo seja anunciado. A decisão foi tomada por precaução, e os funcionários da embaixada foram orientados a se abrigar no local.
Além dos EUA, as embaixadas da Itália e da Grécia também suspenderam as atividades em Kiev, seguindo o alerta incomum dos americanos. Por outro lado, a embaixada da França permaneceu aberta, mas pediu cautela aos seus cidadãos na região. A medida ocorre em meio ao aumento da tensão no conflito, com a Ucrânia utilizando mísseis ATACMS, fornecidos pelos EUA, para atacar um depósito de armas na Rússia. Esse ataque marca o milésimo dia da invasão russa e ocorre após a autorização do presidente Joe Biden para que a Ucrânia use os mísseis em território russo.
O Kremlin reagiu ao ataque com uma ameaça de represálias, indicando que Moscou consideraria uma escalada significativa se os ataques a alvos russos continuarem com o apoio de armas ocidentais. O chefe da inteligência estrangeira russa, Sergei Naryshkin, afirmou que retaliaria os países da OTAN que facilitarem esses ataques. Enquanto isso, a Ucrânia segue realizando ataques profundos contra alvos na Rússia, incluindo o recente ataque ao posto de comando militar na cidade de Gubkin, na região de Belgorod. A guerra continua a se intensificar, com um quinto do território ucraniano sob controle russo, e um cenário incerto quanto à continuidade do apoio ocidental à Ucrânia, especialmente com o retorno de Donald Trump à corrida presidencial nos EUA.






