Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos confirmaram, nesta quarta-feira (18), o primeiro caso grave de infecção por H5N1, o vírus da gripe aviária, em um ser humano na Louisiana. Desde abril, o país já registrou 61 casos humanos de gripe aviária, mas este é o primeiro de gravidade significativa.
O paciente, que foi hospitalizado, foi diagnosticado com o vírus H5N1, uma cepa associada a surtos em aves e com potencial de afetar seres humanos em casos esporádicos. O CDC destacou que a infecção grave em humanos não é inédita e já foi registrada em outros países, incluindo casos fatais em anos anteriores. Mesmo assim, a agência mantém a avaliação de risco para a população geral como baixa, já que o vírus raramente se transmite entre pessoas.
De acordo com os dados parciais do genoma viral, o H5N1 no paciente pertence ao genótipo D1.1, recentemente identificado em aves selvagens e domésticas nos EUA, além de casos humanos na Colúmbia Britânica (Canadá) e no estado de Washington. Este genótipo é distinto do B3.13, que foi detectado em surtos de aves e em alguns casos humanos nos Estados Unidos.
Desde abril, uma variante da gripe aviária tem se espalhado nos Estados Unidos, com vestígios do H5N1 sendo detectados em amostras de leite pasteurizado, segundo a Food and Drug Administration (FDA). Embora a transmissão da gripe aviária entre humanos seja rara e geralmente ocorra por contato direto com aves, o CDC observa que, devido ao seu alto grau de letalidade e ao potencial pandêmico do vírus, cada caso é cuidadosamente investigado para garantir que não haja transmissão de pessoa para pessoa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, entre janeiro de 2003 e março deste ano, ocorreram 888 casos humanos de infecção por gripe aviária no mundo, com uma taxa de mortalidade de cerca de 52%. A situação continua sendo monitorada de perto, dada a ameaça que o vírus representa para a saúde pública global.





