Novas e chocantes imagens das câmeras corporais da Polícia Militar revelam os bastidores da noite em que a soldado Gisele Alves foi baleada na cabeça, em fevereiro deste ano, no Brás, São Paulo. O vídeo mostra o marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Neto, usando sua alta patente para intimidar um cabo que tentava preservar o local do crime.
Nas gravações, é possível ver o embate hierárquico: enquanto o cabo cumpre o protocolo de isolar a área para a perícia, o tenente-coronel insiste em entrar no banheiro, tomar banho e circular livremente pelo apartamento. Essa conduta, segundo o Ministério Público, foi uma tentativa deliberada de fraude processual para apagar vestígios e sustentar a falsa versão de que Gisele teria cometido suicídio.
De viúvo a réu por feminicídio
A estratégia de intimidação não funcionou diante das investigações. Na última quarta-feira (18), Geraldo Neto teve a prisão preventiva decretada e tornou-se réu por feminicídio e fraude processual.
O comportamento registrado pelas câmeras foi fundamental para os investigadores. A resistência do oficial em obedecer as ordens de preservação do local acendeu o alerta de que a cena estava sendo manipulada. Gisele chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O caso agora segue na justiça, expondo uma trágica disputa de poder que terminou em morte.





