A cidade de Belo Horizonte está chocada com mais um caso brutal de violência contra uma criança. A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta sexta-feira (26), informações perturbadoras sobre a morte da menina Ana Luiza Silva Gomes, de apenas 12 anos, cujo corpo foi encontrado em uma calçada no último dia 16 de janeiro.
De acordo com a delegada Alessandra Wilke, os resultados do exame realizado no corpo de Ana Luiza revelaram que a adolescente foi vítima de estupro, tendo seu hímen rompido durante o ataque. Além disso, o criminoso, um homem de 25 anos, comprimiu o tórax da vítima, provocando convulsões e assumindo o risco de matá-la.
“Ele teve a intenção do estupro e, no decorrer do estupro, fez o sufocamento. Ele não se preocupou com o que poderia acontecer com a vítima. Ele não se propôs a socorrer a vítima”, destacou o delegado Leandro Alves Santos. O suspeito, que já está detido desde o dia 17 de janeiro no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte, foi indiciado por estupro de vulnerável, homicídio, fraude processual e corrupção de menores.
As investigações revelaram que o homem levou Ana Luiza para dentro de sua casa, conforme mostram imagens de câmeras de segurança. Pouco mais de três horas depois, ele a abandonou na calçada, aparentemente desacordada. No interior da residência, os investigadores encontraram substâncias que aparentavam ser cocaína, além de preservativos novos e usados. Davi Martins Santos, de 25 anos, suspeito de matar a adolescente Ana Luiza Silva Gomes, de 12 anos, no bairro Bela Vitória, região Nordeste de Belo Horizonte, foi indiciado pelos crimes de estupro, homicídio, fraude processual e corrupção de menores.
Os resultados da investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foram divulgados em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (26). Segundo a polícia, a morte ocorreu após o tórax da menina ser comprimido durante a violência sexual, o que a impediu de respirar. Para a corporação, ele não se preocupou em prestar socorro e apenas tentou simular outra causa de morte. Na versão dele, ela passou mal após usar loló. Contudo, a PC comprovou, por meio de exames toxicológicos, que Ana Luiza não tinha usado nenhuma substância ilícita. Atualmente, o suspeito se encontra preso. Caso seja condenado, a pena pode chegar a 54 anos de prisão.






