Enquanto o Brasil vive uma guerra política que atrasa o início da campanha de vacinação contra o coronavírus, nos Estados Unidos uma nova vacina foi aprovada hoje (sexta-feira) para ser usada de modo emergencial.

A FDA (uma agência dos Estados Unidos que regula serviços e produtos ligados à Saúde Pública), semelhante à Anvisa no Brasil, aprovou hoje o uso emergencial da vacina produzida pelo laboratório Moderna.

Para começar a ser distribuída nos EUA, a vacina ainda depende de aprovação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

A previsão é que o imunizante seja liberado até a segunda-feira da próxima semana.

Com isso, os Estados Unidos terá à disposição duas vacinas para controlar a pandemia no País.

A Moderna tem acordo com o governo dos EUA para entregar 20 milhões de doses ainda em 2020 e um total de 200 milhões de doses até o fim de junho de 2021. A eficácia da vacina chega a 94%, segundo estudos clínicos de fase 3.

O governo norte-americano informou que foram vacinados, nesta semana, três milhões de pessoas.

Para que o laboratório Moderna saísse na frente de outros fabricantes de vacinas ao redor do mundo, o governo americano liberou U$ 2,5 bilhões para a empresa. Em contrapartida, o laboratório se comprometeu em disponibilizar seis milhões de doses da vacina até o final do ano, cuja exclusividade seria dos Estados Unidos.