MANAUS – O que para muitos parece o roteiro de um filme de aventura, para o influenciador brasileiro Wanderson foi o cardápio do jantar. Em viagem pela Indonésia, ele decidiu encarar um dos pratos mais tradicionais (e temidos por turistas) da região: a carne de cobra, servida em espetinhos e acompanhada pelo consumo do sangue do animal.
O vídeo, que rapidamente se tornou um “viral” nas redes sociais, mostra o processo em uma barraca especializada. Na Indonésia, o consumo de serpentes, especialmente a naja e a píton, é cercado de misticismo. Muitos locais acreditam que o sangue e a carne desses animais possuem propriedades medicinais, servindo como tônico para a pele, revigorante físico e até remédio para problemas respiratórios.
“Nem tudo a gente consegue enfrentar”
Apesar de ter provado e aprovado o sabor do espetinho que muitos descrevem como uma mistura entre carne de frango e lula, o influenciador traçou um limite claro diante de uma tradição ainda mais forte: beber o sangue fresco da cobra.
“O sabor até surpreendeu… mas quando trouxeram o copo de sangue, eu tive que recusar. Nem tudo que é cultural a gente consegue enfrentar e tá tudo bem”, escreveu ele em sua publicação.
Tradição e Riscos
O hábito de beber sangue de cobra não é exclusivo da Indonésia; países como Vietnã e Tailândia também mantêm a prática, muitas vezes servindo o sangue misturado com aguardente de arroz. No entanto, especialistas em saúde alertam para os perigos:
Parasitas e Bactérias: O consumo de sangue e carne crua de animais selvagens pode transmitir salmonela e diversos parasitas.
Risco de Pandemias: Organizações como a PETA já alertaram que o manuseio e consumo de animais como cobras em mercados úmidos podem ser focos de novas doenças zoonóticas.
Mesmo com os alertas, a “Barraca da Cobra” continua sendo um ponto de parada obrigatório para viajantes que buscam experiências extremas e, claro, um conteúdo garantido para as redes sociais.






