Enxaqueca é uma das dores de cabeça mais debilitantes, atingindo milhões ao redor do mundo. Culturalmente associada às mulheres, muitas vezes é vista como uma “doença feminina”, mas essa percepção está longe de ser correta. Para esclarecer dúvidas e desmistificar essa ideia, conversamos com a Dra. Erika Vianez Kzam, neurologista com mais de 20 anos de experiência.
A Dra. Erika explica que a enxaqueca é uma condição neurológica crônica caracterizada por dores de cabeça intensas, que podem durar de 4 a 72 horas, se não tratadas. Além de uma dor pulsante, quem sofre com a enxaqueca geralmente sente uma sensibilidade extrema à luz e ao som, além de sintomas como náuseas e vômitos. “A enxaqueca é uma doença de intensidade moderada a grave que pode durar dias e, com isso, impacta enormemente a qualidade de vida”, afirma a neurologista.
Sobre o mito de que a enxaqueca é uma “doença de mulher”, a Dra. Erika é clara: “Embora seja mais prevalente em mulheres por conta de fatores hormonais, homens também sofrem com enxaqueca. Muitos enfrentam o estigma e até a vergonha de admitir a dor debilitante, o que pode prejudicar até o desempenho no trabalho por receio de julgamentos ou incompreensão.”

Ela também destaca que as causas da enxaqueca são multifatoriais. “Os fatores genéticos são determinantes, mas a manifestação da dor depende da interação entre genética e gatilhos externos, como o estresse e as mudanças hormonais. Nas mulheres, por exemplo, o declínio de estrogênio no ciclo menstrual pode desencadear uma inflamação que gera a dor característica.”
Com esses esclarecimentos, torna-se evidente que a enxaqueca é uma doença que afeta todos os gêneros e que, para minimizar tabus, é essencial que tanto homens quanto mulheres se sintam à vontade para buscar tratamento e apoio profissional.










