O caso aconteceu em Lages, Santa Catarina, após o sujeito se irritar com o barulho feito pelas jovens que comemoravam a entrega de um TCC.

Um policial militar de Santa Catarina invadiu o apartamento de vizinhas e agrediu quatro mulheres na cidade de Lages, na noite da última segunda-feira (3). Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra a confusão e o militar agredindo as vítimas com um cassetete. De acordo com a PM, o policial responderá a uma medida administrativa.

O caso foi denunciado pelo portal Mídia Ninja depois que uma das moradoras agredidas enviou o vídeo para o site com um relato da agressão. De acordo coma vítima, ela e três amigas que moram juntas estavam comemorando a aprovação do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de uma delas, quando a confusão se iniciou.

“Ele invadiu nosso apartamento com o cassetete e começou a nos bater porque estávamos comemorando o TCC de uma amiga nossa que mora com a gente”, disse a moradora ao Mídia Ninja.


Confusão

No vídeo é possível ver que o militar discute com uma das mulheres e a ameaça com um cassetete. Durante a briga, a mulher do PM entra no apartamento e avança sobre uma das moradoras que estaria filmando a discussão. Neste momento, o policial intervém e começa a agredir as vizinhas. Ele desfere golpes no rosto, nas costas e nos braços das jovens.

A confusão continua e, já na saída do apartamento, o homem desfere diversos golpes nas mulheres, mesmo com uma delas caída no chão e a outra sem esboçar reação.

PM vai investigar

O policial foi identificado como o cabo Márcio Hugen, que é um dos coordenadores do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) na cidade. De acordo o 6º Batalhão de Polícia Militar, local onde ele é lotado, Hugen estava afastado do trabalho por ser do grupo de risco da Covid-19.

“O Comando do 6º Batalhão de Polícia Militar informa que tomou ciência dos vídeos e imagens disseminados em redes sociais, na noite da última segunda-feira, 03, em Lages. E, que logo após ter conhecimento dos fatos determinou a instauração do procedimento correcional competente para apuração”, diz a nota (confira na íntegra abaixo) assinada pelo tenente-coronel da PM Fabiano da Silva.

A corporação também disse que a confusão se trata de um fato isolado e que não concorda com a ação do policial. “A Instituição afirma tratar-se de fato isolado que não condiz com a formação e a preparação dos policiais militares catarinenses. Ressalta ainda, que não coaduna com qualquer conduta irregular, bem como violência contra a mulher”, conclui.

Nota da PM

“O Comando do 6º Batalhão de Polícia Militar informa que tomou ciência dos vídeos e imagens disseminados em redes sociais, na noite da última segunda-feira, 03, em Lages. E, que logo após ter conhecimento dos fatos determinou a instauração do procedimento correcional competente para apuração.

O Policial Militar já estava em afastamento regulamentar por se encontrar em grupo de risco perante a Covid-19, e as ações ocorreram fora do âmbito profissional.

A Instituição afirma tratar-se de fato isolado que não condiz com a formação e a preparação dos policiais militares catarinenses. Ressalta ainda, que não coaduna com qualquer conduta irregular, bem como violência contra a mulher.

Fabiano da Silva

Ten-Cel PM Comandante do 6º BPM”

 

Fonte: BHAZ, Mídia Ninja.