Foi divulgado na última terça-feira (30), pelo Grupo de Trabalho (GT) interinstitucional de monitoramento de esporotricose no Amazonas, um informe epidemiológico de casos de esporotricose humana e animal, uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, no estado do Amazonas.
O documento está disponível no site da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES), www.fvs.am.gov.br.
O informe é dividido em dados de esporotricose humana, notificados à SES-AM, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP); e esporotricose animal de Manaus, notificados à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) da capital.
No Amazonas, de janeiro até o dia 29 de julho, foram notificados 921 casos de esporotricose humana, sendo 650 confirmados e 150 estão em investigação. Não há óbitos relacionados à doença. Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (626), Presidente Figueiredo (15), Barcelos (5), Urucurituba (3) e Careiro (1).
Em Manaus, de janeiro a julho, foram notificados 1.702 casos de esporotricose animal, sendo 1.277 confirmados, em tratamento 742. Foram registradas 529 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é gatos (97,7%), seguidos de cães (2,3%). Os animais envolvidos são, em maioria (66%), machos.

Entenda a doença
A esporotricose é uma infecção por fungos do gênero Sporothrix, que vive naturalmente no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição, podendo infectar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.
A transmissão para humanos ocorre pela implantação do fungo na pele ou mucosa, por meio de contato com espinhos, palha ou lascas de madeira que estiveram em contato com vegetais em decomposição contaminados pelo fungo.
Em caso de suspeita de esporotricose humana, procurar uma unidade de saúde. Os animais podem transmitir a doença para humanos e outros animais por meio de arranhadura, mordedura ou lambedura e pelo contato com secreções respiratórias e lesões na pele e mucosas. Em caso de suspeita de esporotricose animal, a orientação é levar o animal ao veterinário, com urgência.






