O Amazonas registrou o pior desempenho no ENEM entre os estados com as maiores notas, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), com base em dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O resultado acendeu alertas sobre a qualidade do ensino no estado e gerou críticas da pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL).
Professora há mais de 40 anos e reitora de uma das maiores instituições de ensino superior do país, Maria do Carmo lamentou o resultado e atribuiu o desempenho a uma gestão pública que, segundo ela, não prioriza a educação.
“Ser o último não é só um número. É um retrato do quanto a velha política fracassou com a nossa educação. E isso dói em quem está na sala de aula, em quem acorda cedo para ensinar, e em quem acredita que a educação é o único caminho real para mudar de vida”, declarou.
Educação como prioridade
Com uma trajetória marcada pela atuação no setor educacional desde os 16 anos, Maria do Carmo afirma que o resultado do Amazonas no ENEM não é reflexo da falta de esforço dos estudantes ou professores, mas sim de más escolhas políticas.
“Vejo alunos enfrentando longas distâncias para chegar à escola, professores tirando do próprio bolso para comprar material, famílias que ainda acreditam que estudar vale a pena. O que falta é gestão eficiente e prioridade”, afirmou.
Segundo a pré-candidata, a baixa performance do estado no exame é reflexo direto do uso ineficaz dos recursos públicos. Para ela, a educação no Amazonas precisa de uma nova abordagem, que una responsabilidade fiscal e valorização do mérito.
“Ser o último em notas não é o nosso destino. É o resultado de escolhas erradas. Acredito que dá para virar esse jogo com a boa política: aquela que valoriza o mérito, a liberdade e a responsabilidade com o dinheiro público a política que vem da direita”, defendeu.
Propostas e visão de futuro
Ao reforçar sua pré-candidatura, Maria do Carmo afirmou que uma eventual gestão sua colocaria a educação como prioridade número um, com foco em resultados, valorização de profissionais da área e combate ao desperdício de recursos.
“Acredito na política que entende que transformar o Estado começa pela sala de aula”, concluiu.





