Manaus | 21 de julho de 2026 | 21:58:49

Eduardo Bolsonaro projeta renovação do STF em 2027 e volta a defender impeachment de ministros

BRASÍLIA (DF) – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro subiu o tom nesta quinta-feira (30) ao comentar as futuras movimentações na composição do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a discussões sobre a sucessão na Corte a partir de 2027, o parlamentar criticou o atual equilíbrio de forças no Judiciário e posicionou as indicações presidenciais como um dos pilares da “próxima batalha” eleitoral.

Críticas ao Senado e a Alexandre de Moraes

Durante sua fala, Eduardo celebrou a recente rejeição, pelo Senado Federal, de um nome indicado pelo atual governo, ao qual classificou como tendo “ligação com a esquerda”. Para ele, o episódio sinaliza uma mudança de postura do Legislativo frente às escolhas do Executivo.

O ex-deputado também renovou os ataques ao ministro Alexandre de Moraes. Citando levantamentos de opinião pública, ele afirmou que o impeachment de ministros da Corte se tornou uma “prioridade para parte considerável do eleitorado”, sugerindo que há uma desconexão entre as decisões do tribunal e o anseio popular.

O embate das indicações: Perfil Técnico vs. Aliados

Ao comparar as gestões, Eduardo defendeu o legado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Judiciário.

Gestão Bolsonaro: Segundo ele, as indicações (como as de Nunes Marques e André Mendonça) seguiram um rigoroso perfil técnico.

Gestão Lula: O parlamentar criticou as escolhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de “aparelhamento” ao nomear aliados políticos, citando nominalmente o ministro Flávio Dino.

De olho em 2027

Para o ex-deputado, o cenário que se desenha a partir de 2027 — quando novas vagas devem ser abertas no STF devido às aposentadorias compulsórias — será o divisor de águas para a direita brasileira.

“A próxima batalha não é apenas nas urnas para o Executivo, mas pelo que essas urnas representam para a composição da nossa Suprema Corte”, afirmou.

A estratégia da oposição parece clara: mobilizar a base eleitoral em torno da pauta do Judiciário, transformando a indicação de ministros em um tema central da campanha presidencial de 2026.

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