Manaus | 4 de junho de 2026 | 15:36:29

Edmundo González se autoproclama presidente da Venezuela

Nesta segunda-feira (5), Edmundo González, um dos principais opositores do presidente Nicolás Maduro, declarou-se o novo presidente da Venezuela. A oposição, que inclui González e María Corina Machado, vem contestando os resultados das eleições desde o dia da votação, em 28 de julho.

Em um comunicado assinado por ambos, González e Machado afirmaram: “Nós vencemos esta eleição de forma clara e indiscutível. Foi uma vitória esmagadora, marcada por uma mobilização cidadã admirável, pacífica e democrática, com resultados irreversíveis. Agora, é nossa responsabilidade garantir que a vontade do povo seja respeitada. Portanto, proclamamos Edmundo González Urrutia como presidente eleito da República.”

No entanto, a autoproclamação de González é, na prática, simbólica. De acordo com a legislação venezuelana, apenas o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) tem a autoridade legal para proclamar um novo presidente. (Veja mais detalhes sobre o comunicado abaixo.)

Na semana passada, o CNE declarou Nicolás Maduro vencedor da eleição com 51,95% dos votos. González obteve 43,18% dos votos, com 96,87% das urnas apuradas até a última sexta-feira (2). O presidente do CNE é um aliado próximo de Maduro.

A oposição, juntamente com a comunidade internacional, questiona os números divulgados pelo CNE e exige a publicação completa das atas eleitorais. Diversos países, observadores internacionais, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia não reconhecem os resultados oficiais e pedem maior transparência. O Centro Carter, uma ONG que monitora eleições e democracias globalmente, afirmou que a eleição “não pode ser considerada democrática”.

A declaração de vitória de González ocorre após alguns países, liderados pelos Estados Unidos, terem reconhecido sua vitória. Uma contagem paralela realizada pela oposição indica que González teria vencido com 67% dos votos, contra 30% para Maduro.

Até o momento, Maduro não conseguiu provar sua vitória. O presidente chamou seus opositores de “terroristas” e afirmou que eles deveriam ser presos. Na última sexta-feira (2), a Suprema Corte da Venezuela, também alinhada a Maduro, realizou uma auditoria dos resultados eleitorais a pedido do presidente.

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