O economista Bruno Carazza, da Fundação Dom Cabral, publicou no jornal Valor Econômico o artigo “COP em Belém e bilhões para ar-condicionado em Manaus”, no qual faz críticas contundentes ao modelo da Zona Franca de Manaus (ZFM). No texto, ele classifica o modelo como “poluente e insustentável” e aponta a produção de aparelhos de ar-condicionado no Polo Industrial de Manaus (PIM) como contraditória à agenda climática.
As declarações geraram reação imediata no Amazonas. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) rebateu o artigo e afirmou que Carazza apresenta uma visão distorcida, ignorando os resultados econômicos e ambientais do modelo, que há décadas sustenta empregos, renda e preservação da floresta em pé.
Secretários estaduais, parlamentares e representantes do setor produtivo também se manifestaram, classificando o artigo como preconceituoso e desconectado da realidade amazônica. Para autoridades do estado, reduzir o PIM a uma crítica isolada sobre aparelhos de ar-condicionado desconsidera a complexidade da matriz industrial e seu papel na manutenção de mais de 100 mil empregos diretos.
O episódio reacendeu o debate sobre o desconhecimento de parte do país em relação ao modelo industrial da Amazônia e evidenciou a necessidade de defesa constante da ZFM diante de análises que, segundo autoridades locais, ignoram o contexto regional e os impactos positivos gerados pelo polo.






