Manaus | 4 de junho de 2026 | 11:09:58

Dono de bar é morto após intervir em caso de assédio em SP

O proprietário de um bar na zona sul de São Paulo morreu depois de ser ferido com um canivete na noite deste sábado (15). Carlos “Nenê” Monteiro, de 58 anos, era dono do Malta Rock Bar, localizado no bairro de Mirandópolis. 

Segundo familiares da vítima, o autor do homicídio estaria assediando uma funcionária do estabelecimento e Carlos interveio na ação. 

O suspeito, Diego de Almeida Pereira, de 34 anos, foi contido no local por testemunhas até a chegada do policiamento e acabou sendo preso em flagrante. O canivete utilizado no crime foi apreendido.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, já encontrou a vítima sem vida.

Segundo informações do boletim de ocorrência, o preso apresentava falas desconexas, e estava alterado, aparentemente sob o efeito de alguma substância ilícita. 

Em depoimento à polícia, a funcionária do bar envolvida na discussão relatou que Diego, que era conhecido seu, estava diferente e passou a perturbar diversos frequentadores do estabelecimento, alguns chegaram a ir embora.

Ao questioná-lo sobre seu comportamento, o suspeito e a funcionária se desentenderam e ela deu um soco no rosto dele, que não teria revidado.

Uma testemunha, amiga da vítima, relatou à polícia que o suspeito havia sido expulso do bar pouco antes, por ter brigado com uma moça.

O caso foi registrado como homicídio no 16º DP, na Vila Clementino.

Em audiência de custódia realizada ainda no domingo, Diego de Almeida Pereira teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. De acordo com a decisão, o preso é reincidente e cumpria pena pelo crime de roubo.

Em nota divulgada nas redes socais, o estabelecimento confirmou o ocorrido e lamentou a morte do proprietário: “para sempre em nossos corações, você jamais será esquecido”, diz o comunicado.

Testemunhas comentaram sobre o crime nas redes sociais. “Infelizmente estava presente ontem. Não tenho palavras que cheguem aos pés de descrever o que foi e tá sendo e nem imagino a sua dor, Lu”, escreveu uma frequentadora do bar fazendo menção à companheira da vítima.

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