Manaus | 1 de agosto de 2026 | 04:40:23

Dólar cai abaixo de R$ 6 com alívio nas tensões comerciais entre EUA e China

Sem grandes novidades no cenário doméstico, todas as atenções do mercado estão voltadas para os Estados Unidos. A tão aguardada sinalização de Donald Trump sobre as tarifas comerciais para a China trouxe fôlego ao mercado, levando o dólar a cair frente às moedas de mercados emergentes, como o real brasileiro.

Na noite de ontem, Trump mencionou a possibilidade de implementar uma sobretaxa de 10% sobre produtos chineses, possivelmente a partir de 1º de fevereiro, mesma data em que tarifas sobre produtos do México e Canadá podem entrar em vigor. A notícia foi recebida como um sinal positivo, já que a alíquota sugerida é muito inferior aos 60% prometidos por Trump durante sua campanha eleitoral.

Embora a decisão ainda não tenha sido formalizada, o simples anúncio feito na Casa Branca animou os mercados, sinalizando uma postura menos agressiva por parte do governo americano no comércio internacional. Esse possível recuo contribuiu para aliviar as expectativas de alta nos juros futuros dos EUA, favorecendo a desvalorização global do dólar.

No Brasil, o reflexo foi imediato. O dólar fechou em queda de 1,40%, cotado a R$ 5,946, o menor valor de fechamento desde o final de novembro do ano passado. O movimento faz parte de uma tendência global de enfraquecimento da moeda americana, impulsionado pela valorização de uma cesta de moedas de mercados emergentes. O EMCI, índice que mede o desempenho dessas moedas, subiu mais de 10% na sessão de hoje, indicando um fortalecimento generalizado frente ao dólar.

Outro fator que tem ajudado a valorização do real é a entrada de capital estrangeiro no país. Desde o dia 13 de janeiro, a bolsa brasileira registrou um fluxo positivo de aproximadamente US$ 10 milhões, impulsionado pelas oportunidades oferecidas no mercado de renda fixa, que atrai investidores devido aos juros elevados no Brasil. Além disso, o Banco Central contribuiu para esse cenário ao realizar um leilão de dólares, ajudando a aumentar a oferta da moeda no mercado.

De acordo com especialistas, se esse fluxo de capital estrangeiro continuar positivo, o dólar pode continuar em trajetória de queda, podendo alcançar R$ 5,80 até o final de março. No entanto, é importante lembrar que o câmbio segue sensível a fatores externos, como as eleições americanas e a condução da política monetária no Brasil.

Fique ligado para mais atualizações sobre o mercado financeiro e o impacto no seu bolso!

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