Manaus | 22 de julho de 2026 | 17:39:18

Do Brasil para o topo das ondas: cão surfista busca sétimo título mundial nos EUA

cacau e seu tutor Ivan. Foto: divulgação instagram

Cacau, uma labradora caramelo de quatro anos, vai representar o Brasil no Mundial de Surf Canino, que acontece em 2 de agosto, na Califórnia. A competição reúne cães atletas de vários países e é considerada a principal disputa internacional do esporte.

Filha do lendário Bono, pentacampeão mundial e recordista no Guinness Book, Cacau tenta manter o Brasil no topo das ondas e conquistar o sétimo título consecutivo da família na categoria.

Cacau estreou no circuito internacional em 2023 com um desempenho impressionante: voltou da Califórnia com quatro medalhas de ouro e uma de bronze. Neste ano, ela retorna aos Estados Unidos com a missão de dar continuidade ao legado iniciado por seu pai e reafirmar a força da “família real” do surf canino.

Tradição brasileira nas ondas

O World Dog Surfing Championships é realizado anualmente desde 2016 e se tornou referência no calendário internacional de esportes alternativos. A competição reúne cães de diversos portes e raças, que são avaliados por critérios como equilíbrio, domínio da prancha, duração do surf e até carisma com o público. Os competidores são divididos em categorias como solo, dupla (cão + cão) e tandem (cão + humano), e o título mais cobiçado é o de “Top Dog”, conquistado por Cacau na última edição.

A labradora é treinada pelos tutores Ivan Quintães e Camila Tani, que compartilham a missão de manter o nível técnico e físico da atleta. A rotina inclui treinos de corrida, natação e, claro, sessões de surf, além de cuidados com alimentação e suplementação para garantir saúde e resistência muscular. Segundo Ivan, o segredo do sucesso da família está na conexão entre cão e tutor: “Não é só performance. A relação de confiança e afeto faz toda a diferença na prancha.”

Homenagem ao patriarca do surf canino brasileiro

Bono, pai de Cacau, é um dos maiores nomes da história do campeonato e se aposentou das competições após anos de conquistas. Recentemente, completou 15 anos de vida, e sua trajetória segue inspirando novos competidores ao redor do mundo. Neste ano, a participação de Cacau tem um simbolismo ainda mais forte: além da disputa pelo título, ela homenageia o legado do pai e representa o Brasil em um cenário internacional cada vez mais competitivo.

Além do espírito esportivo, o evento também tem caráter social. O Mundial arrecada fundos para organizações que trabalham com o resgate e adoção de animais, promove ações educativas e estimula a adoção responsável. É um encontro que mistura esporte, afeto e solidariedade, com uma plateia vibrante que costuma passar de seis mil pessoas.

Cacau já está nos Estados Unidos se preparando para o grande dia. Se repetir o desempenho do ano passado, a labradora pode escrever mais um capítulo de ouro na história do surf canino e reforçar que o Brasil é mesmo um celeiro de talentos… até entre os peludos.

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