Aracaju, SE – A empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, foi morta dentro de um quarto de hotel na capital sergipana. O principal suspeito é o seu namorado, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, atual diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso (BA).
Um Relacionamento de Apenas Sete Dias
A cronologia do caso impressiona pela rapidez da escalada da violência. Segundo relatos de amigos e familiares, o casal, natural da Bahia, havia oficializado o relacionamento no último dia 15 de março, data em que Flávia celebrou seu aniversário.
Eles chegaram a Aracaju no sábado (21) para acompanhar um show e estavam hospedados em um hotel da cidade. Na manhã de domingo, o crime foi descoberto. Após supostamente tirar a vida de Flávia, Tiago teria tentado o autoextermínio. Ele foi socorrido em estado grave e permanece sob custódia hospitalar no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).
Investigação em Curso
A motivação do crime ainda é um mistério para a Polícia Civil de Sergipe, que conta com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O perfil do suspeito, um agente público responsável pela custódia de detentos, traz uma camada extra de debate sobre o preparo psicológico e a conduta de autoridades fora do ambiente de trabalho.
Despedida e Clamor por Justiça
O corpo de Flávia Barros foi velado sob forte comoção no Ginásio Esportivo Diamante Negro, em Canindé de São Francisco (SE). O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira (23), enquanto amigos e familiares usam as redes sociais para cobrar respostas e justiça. Flávia era descrita como uma mulher empreendedora e cheia de vida, cuja trajetória foi precocemente interrompida em um ciclo de violência que o Brasil ainda luta para estancar.






