O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (21/07) que não aceitará qualquer tentativa de intimidação de investigados contra servidores da corporação. A declaração foi motivada pelas falas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP), feitas em uma live no domingo (20/07), quando o parlamentar mencionou o delegado Fábio Alvarez Shor, responsável por investigações policiais envolvendo seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
Em seu pronunciamento, Eduardo fez um alerta direto aos policiais: “Cachorrinho da Polícia Federal que tá me assistindo se eu ficar sabendo quem é você, eu vou me mexer aqui. Pergunta ao tal delegado Fábio Alvarez Shor se ele conhece a gente” .
Andrei Rodrigues classificou o discurso como uma “covarde tentativa de intimidação aos servidores policiais” e destacou que a instituição irá adotar todas as providências legais cabíveis. “Nenhum investigado intimidará a Polícia Federal” .
Segundo informações veiculadas no portal InfoMoney, o diretor também determinou que as declarações de Eduardo Bolsonaro sejam anexadas ao inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga o deputado por suposta coação, obstrução de investigação e atentado ao Estado Democrático de Direito .
A reação da PF ocorre em meio a uma escalada de tensão entre o parlamentar, federalmente licenciado e residente nos Estados Unidos, e as instituições de controle e investigação Alves STF. Eduardo também teria manifestado a intenção de derrubar o ministro Alexandre de Moraes do Supremo, em tom de confronto institucional .






