No Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quinta-feira (16), o programa Prato Cheio, executado pelo Governo do Amazonas, ganha destaque como uma das principais ações públicas voltadas ao combate à fome e à promoção da segurança alimentar no estado. A data, que neste ano tem como tema “De Mãos Dadas por Melhores Alimentos e Um Futuro Melhor”, reforça o papel da cooperação global para garantir o acesso à alimentação adequada uma missão que o programa amazonense cumpre diariamente em dezenas de unidades.
Coordenado pela Secretaria Executiva Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Seasan), vinculada à Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas), o Prato Cheio já distribuiu, só em 2025, mais de 3,3 milhões de refeições, sendo 1.637.185 em Manaus e 1.680.808 em municípios do interior.
Além de garantir uma alimentação saudável, o programa valoriza ingredientes regionais e fortalece vínculos culturais com os hábitos alimentares do povo amazonense, com cardápios balanceados e elaborados por nutricionistas.
Referência nacional no combate à fome
Criado para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, o programa já é considerado modelo para outras regiões do país. De acordo com a secretária executiva adjunta da Seasan, Lane Edwards, o impacto do Prato Cheio vai além da nutrição.
“O Prato Cheio é um programa transformador para as famílias em situação de vulnerabilidade e contribui diretamente para a segurança alimentar e combate à fome no Amazonas. Por meio dele, o Governo do Estado garante dignidade e alimentação para a população”, afirmou.
Alimentação digna, saudável e regional
Os cardápios servidos nos restaurantes e cozinhas populares do programa seguem os princípios do Guia Alimentar para a População Brasileira, priorizando alimentos frescos, minimamente processados e típicos da cultura local.
Para a nutricionista Maria Célia Cerdeira da Rocha, da Gerência de Segurança Alimentar e Nutricional da Seas, o programa contribui diretamente para que o Brasil mantenha-se fora do Mapa da Fome do qual o país saiu novamente neste ano.
“O Prato Cheio tem papel essencial nesse cenário ao oferecer refeições equilibradas, seguras e nutricionalmente adequadas à população em situação de vulnerabilidade”, explicou.
Além disso, segundo Maria Célia, o uso de ingredientes regionais é uma estratégia de valorização cultural e incentivo à produção local.
“A utilização de alimentos regionais fortalece a economia da região e garante uma alimentação mais fresca, nutritiva e sustentável.”
Alimentação que transforma vidas
Para muitos beneficiados, o Prato Cheio representa mais do que uma refeição: é a garantia de dignidade e sobrevivência.
Otávio Fernandes, de 66 anos, morador da zona leste de Manaus, frequenta a unidade do bairro São José desde o ano passado. Ele destaca a importância do programa para quem enfrenta dificuldades financeiras.
“Pra quem não tem condições de pagar por uma alimentação saudável, o Prato Cheio é a solução. É uma comida boa, nutritiva. Para mim, significa segurança alimentar e a certeza de ter uma refeição todos os dias”, contou.
Já o aposentado Francisco Maia de Almeida, de 67 anos, é frequentador assíduo há mais de dois anos, mesmo morando longe da unidade.
“O Prato Cheio representa muitas coisas boas. É a chance de alimentar o corpo e é realmente importante na nossa vida. Agradeço a Deus por esse programa existir, vale muito a pena”, declarou.
Estrutura do programa
Atualmente, o programa conta com 44 unidades distribuídas pelo estado, sendo divididas entre restaurantes populares e cozinhas populares:
Restaurantes populares: Funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, oferecendo refeições completas a R$ 1.
Cozinhas populares: Distribuem 1 litro de sopa por pessoa, gratuitamente, de segunda a sábado, no mesmo horário.
Todas as refeições são elaboradas por equipes técnicas de nutricionistas e seguem padrões de qualidade, segurança e variedade, com cardápios que mudam diariamente.





