Manaus | 4 de junho de 2026 | 12:48:11

Dezembro vermelho conscientiza sobre tratamento e prevenção do HIV/Aids

Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a prevenção e o tratamento precoce contra o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), começou a mobilização nacional denominada Dezembro Vermelho. O período foi escolhido pelo Ministério da Saúde em razão do Dia Mundial contra a Aids, celebrado no mundo inteiro em 1º de dezembro.

No dia 27 de outubro de 1988, há 31 anos, a Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde instituíram o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta contra a Aids, após cinco anos da descoberta do vírus causador da aids, o HIV. A iniciativa foi bem aceita e, até hoje, o Primeiro de Dezembro é marcado em todo o mundo como a data para o combate ao preconceito e ao estigma em torno da doença.

As ações do Dezembro Vermelho buscam sensibilizar a população quanto à importância do acesso à informação adequada sobre HIV, sobre a evolução dos métodos de prevenção e de tratamento. Diversos estudos já demonstraram, por exemplo, níveis indetectáveis de HIV no organismo de uma pessoa que vive com o vírus e esteja em tratamento antirretroviral significa que o vírus deixa de ser transmitido a outras pessoas. Este é um passo importante para que se consiga cumprir o compromisso, assinado na Declaração de Paris, de acabar com a epidemia de AIDS enquanto ameaça à saúde pública até 2030.

Segundo dados mais recentes do UNAIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, cerca de 37,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo até dezembro de 2018 e, destas, 24,5 milhões tinham acesso à terapia antirretroviral – medicamentos capazes de salvar vidas – até junho deste ano. Apesar deste enorme avanço, o mundo ainda registrou 1,7 milhão de novas infecções em 2018 e 770 mil mortes em decorrência da AIDS. Na Bahia, até setembro deste ano, 455 pessoas vieram a óbito por causa da doença. Em 2018, esse número foi de 574 e, em 2017, 623 óbitos foram registrados.

Longe de ser uma sentença de morte como há alguns anos, o HIV e a AIDS têm tratamento, porém, continuam não tendo cura. Isso significa que a prevenção ainda é o melhor caminho.

14. DezembroConfira a seguir 5 Fatos Importantes que você precisa saber sobre a doença:

AIDS: ter o vírus HIV não significa necessariamente desenvolver AIDS. Quem é contaminado com o vírus pode demorar ou nunca desenvolver a doença. Assim, uma pessoa soropositiva pode ter uma qualidade de vida igual a de quem nunca se infectou.

Sintomas: um risco da AIDS é que seus sintomas são muito parecidas com o de uma gripe. Como o vírus ataca o sistema imunológico, a pessoa infectada pode sentir febre, mal estar, entre outros.

Exame: se uma pessoa é exposta ao vírus HIV, pode demorar algumas semanas até que o exame comprove que a pessoa é soropositiva. Por isso, é importante fazer o exame regularmente.

Grupo de Risco: no começo da epidemia de HIV, existiam grupos de risco, considerados mais passíveis de pegarem o vírus. Atualmente, porém, isso não existe mais. O Ministério da Saúde determinou que como a doença se espalha em diferentes indivíduos, o que existe é comportamento de risco.

Prevenção: não adianta, o preservativo ainda é o grande aliado na prevenção contra a AIDS. Embora a incidência de novos casos tenha diminuído, ainda é essencial se preservar. E isso vale também para casais que oficializaram a união.

Para encerrar, vale reforçar, soropositivos podem ter uma vida normal. Com alguns cuidados, é possível inclusive ter filhos sem o vírus.

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