A menor taxa registrada para um trimestre finalizado em julho desde 2014 é de 6,7%. Comparando com o mesmo período de 2022, houve uma queda de 1,2 ponto percentual na taxa de desemprego. Esta também é a taxa mais baixa desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015.
O país contabiliza 8,5 milhões de indivíduos desempregados, refletindo uma redução de 6,3% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% em comparação com o mesmo período de 2022. Este é o menor número de desempregados registrado desde o trimestre móvel finalizado em junho de 2015.
Após dois trimestres de declínio, o número de pessoas empregadas aumentou, alcançando 99,3 milhões, representando um aumento de 1,3% em relação ao período de fevereiro a abril, ou seja, mais 1,3 milhão de indivíduos empregados. Em uma comparação anual, o crescimento foi de 0,7%, um incremento de 669 mil pessoas, a menor taxa nos últimos nove trimestres consecutivos de crescimento.
O índice de ocupação (percentual de indivíduos empregados na população em idade ativa) foi calculado em 56,8%, refletindo um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril (56,2%) e mantendo-se estável ao longo do ano.
O aumento da ocupação foi impulsionado por setores como administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (acréscimo de 593 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (acréscimo de 296 mil pessoas). Esses mesmos setores também lideraram o crescimento no cenário anual. Além disso, houve uma elevação nos serviços domésticos, com um crescimento de 3,1% no trimestre, o que representa um acréscimo de 178 mil pessoas.
A massa de rendimento real habitual atingiu um recorde histórico, totalizando R$ 286,9 bilhões, refletindo um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 6,2% em uma comparação anual. O rendimento real habitual manteve-se em R$ 2.935, indicando estabilidade no trimestre e um aumento de 5,1% ao longo do ano.
A população fora da força de trabalho foi de 66,9 milhões de pessoas, mostrando uma redução de 0,5% em relação ao trimestre anterior, mas um crescimento de 3,4% em uma comparação anual. Quanto à população desalentada, que desistiu de procurar emprego, houve um total de 3,7 milhões de indivíduos, o que indica estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma queda de 13,4% ao longo do ano. A população subocupada devido à insuficiência de horas trabalhadas (5,2 milhões de pessoas) permaneceu estável no trimestre e apresentou uma queda de 20,5% no ano.






