Após um dia inteiro de intensos conflitos no município de Humaitá entre agentes da Polícia Federal e garimpeiros, em decorrência de uma operação policial que destruiu dragas utilizadas em atividades ilegais na região, e que geraram caos para a população, apenas um deputado estadual que esteve na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), nesta quinta-feira (22), se manifestou sobre o assunto.
Os parlamentares que se fizeram presentes foram: Comandante Dan (Podemos), Mayra Dias (Avante), Sinésio Campos (PT), Abdala Fraxe (Avante), Rozenha (PMB), Del. Perícles (PL), Adjuto Afonso (UB) e Wilker Barreto (Mobiliza). Um fato chamou a atenção, pois, embora dois sejam ligados à segurança pública, Comandante Dan e Del. Perícles, nenhum deles comentou sobre o assunto.
O único que repercutiu o conflito foi o deputado Adjuto Afonso (UB), que disse estar preocupado com a situação vivida em Humaitá, pois segundo ele, há cerca de seis meses esteve no município se reunindo com representantes das cooperativas tratando sobre a suspensão do garimpo no local. O parlamentar ressaltou que havia uma decisão da justiça federal que obrigava a desocupação dos rios pelas dragas que, segundo ele, foi cumprida. Entretanto, ele ressaltou que logo depois a decisão teria sido revertida em favor da Cooperativa de Garimpeiros da Amazônia, solicitando que o IPAAM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) fornecesse a autorização para a operação na área. Ele lamentou a atuação da Polícia Federal. “Não bastasse a grande seca que está acontecendo naquele rio, agora a Polícia Federal, que não é nem do Amazonas e sim de Rondônia, está lá destruindo dragas que não estão nem operando, e preciso que tomemos uma posição”, afirmou Adjuto.
O parlamentar cobrou ordenação e responsabilidade da Polícia Federal com a situação, pois o que está acontecendo é que “estão incendiando pequenas balsas de cooperados que estavam acostadas, inoperantes”, e que causou a revolta dos trabalhadores. Ele disse que desde ontem, tem recebido diversas mensagens e reclamações para que possa intervir junto ao IPAAM a fim de que se resolva essa situação. Adjuto frisou que é “preciso dar condições às pessoas e cumprir a decisão judicial que outorga ao IPAAM, até que seja julgado o mérito da ação, a prerrogativa de conceder a licença de autorização para trabalharem, porque é de lá que tiraram o sustento de suas famílias”.





