Ditadura nunca mais!

Ditadura nunca mais. De direita ou de esquerda, civil ou militar, ditadura é ditadura e deve ser combatida não só pelos que amam a Democracia, mas pelos que amam a liberdade e a vida.

Ontem, 31 de março, foi a data em que em 1964 os militares deram um golpe e tomaram o poder no nosso país. Só devolvendo em 1985.

Foram tempos difíceis. 

Imprensa censurada, opositores perseguidos, torturados e mortos. Por outro lado, descontrole das contas pública, endividamento externo absurdo e, em 1985, uma inflação de 235% ao ano. 

Mas os tempos passaram, uma anistia foi construída e o Brasil pacificado. Novas gerações de militares foram forjados na democracia e as Forças Armadas foram respeitadas e valorizadas pelos governo civis.

A transição democrática pacífica, construída com sabedoria por militares e civis, contrasta com os tempos sombrios de hoje, onde muitos, sob argumentos diversionistas, tentam justificar a ditadura e até comemorá-la.

Tivesse dado tudo certo do ponto de vista econômico – efetivamente não deu – ainda assim um regime que tortura não pode ser lembrado com saudosismo. 

A tortura é a maior das covardias. Choque elétrico, pau-de-arara, afogamentos, violência contra mulheres grávidas, filhos levados para assistirem sessões de tortura nos pais, são práticas da barbárie. Quem releva isso, releva a própria vida.

Vivemos um momento de crise na nossa Democracia. As instituições democráticas estão fragilizadas e nessa crise saem das trevas mentes sombrias para defender saídas autoritárias.

Prefiro acreditar na liberdade, no amor ao próximo, no sonho de um país justo e fraterno.

A nossa bandeira nunca será vermelha! Sempre será verde e amarela! Nunca mais será manchada com o vermelho do sangue de brasileiros torturados e assassinados pela ditadura militar.

Marcelo Ramos, advogado, professor, escritor e deputado federal.