O delegado André Neves destacou que o uso de reagentes vencidos nos testes de HIV realizados pelo laboratório PCS Lab Saleme, localizado em Nova Iguaçu, foi uma estratégia intencional para reduzir custos e maximizar os lucros da empresa. Segundo Neves, a negligência na verificação da validade dos insumos, responsáveis por detectar a presença do vírus HIV, resultou em exames falsamente negativos, o que levou à infecção de seis pacientes que receberam órgãos de doadores com HIV positivo.
A investigação revelou que o laboratório emitiu laudos incorretos afirmando que dois doadores de órgãos estavam livres do vírus, quando na realidade eram portadores do HIV. “Essa falha comprometeu a segurança dos transplantes e expôs os pacientes a um risco gravíssimo”, afirmou o delegado. Ele acrescentou que os sócios e funcionários do laboratório estão entre os sete principais investigados.
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo de dados eletrônicos dos envolvidos para aprofundar a investigação, incluindo o acesso a mensagens, e-mails e outros registros eletrônicos. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, com o sócio Walter Vieira e um técnico já detidos, enquanto outros dois alvos permanecem foragidos.







