O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (3). Durante a sessão, a defesa apresentou suas alegações finais e sustentou que não há provas concretas que liguem Bolsonaro a uma tentativa de golpe de Estado.
O advogado Celso Vilardi afirmou que “não existe uma única evidência” de que o ex-mandatário tenha articulado a ruptura institucional. Ele também destacou que Bolsonaro autorizou a transição de poder após a derrota eleitoral, o que, segundo a defesa, desmonta a acusação de crime consumado.
Os advogados ainda denunciaram suposto cerceamento de defesa, alegando que não tiveram acesso integral às provas do processo — mais de 70 terabytes de documentos. Com os argumentos apresentados, a sessão foi suspensa e será retomada em 9 de setembro, quando o relator Alexandre de Moraes deverá iniciar a leitura de seu voto.
O julgamento, considerado histórico por ser a primeira vez que um ex-presidente brasileiro responde criminalmente por tentativa de golpe, deve ser concluído até 12 de setembro.





