O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu não comparecer presencialmente ao julgamento que acontece nesta terça-feira (2/9), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão analisará se ele e outros sete envolvidos se tornarão réus por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A informação foi confirmada pelo advogado Celso Villardi, que lidera a defesa de Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente “queria ir, mas está sem condições”, em referência ao estado de saúde do ex-mandatário.
Apesar de ser uma figura central no processo, Bolsonaro optou por acompanhar o julgamento à distância. A decisão causou repercussão entre aliados e críticos, especialmente por se tratar de uma das sessões mais importantes da sua trajetória política e jurídica desde que deixou o cargo.
Os crimes pelos quais Bolsonaro está sendo julgado:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
- Deterioração de patrimônio tombado
Além de Bolsonaro, outros sete investigados serão julgados nesta primeira fase. Entre eles estão:
- O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ)
- O ex-ministro e delegado Anderson Torres
- E cinco militares de alta patente
O julgamento marca o início de uma nova etapa no inquérito que apura os atos golpistas de 2023. Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia da Procuradoria-Geral da República, os acusados passarão à condição de réus e responderão a processo criminal no STF.
Enquanto a defesa argumenta que Bolsonaro está tranquilo e “sereno”, a ausência presencial do ex-presidente é vista como um sinal estratégico e calculado, diante da gravidade dos crimes que lhe são atribuídos.





