Se antes o termo adega evocava taças de cristal, vinhos bem guardados e climas intimistas, a nova geração manauara tratou de reinventar o conceito, e não foi pra melhor. Em muitos bairros, “adega” virou ponto de encontro improvisado onde bebida alcoólica corre solta, o som invade a madrugada e as regras… bem, essas ficaram pelo caminho.
E foi sobre isso que o vereador subiu à tribuna da Câmara do vereadores de a Manaus. Em tom de alerta, ele ligou a explosão desses estabelecimentos ao tráfico de drogas, aliciamento de menores e degradação social.
Segundo o parlamentar, muitas dessas “adegas” operam sem qualquer fiscalização, espalhadas por becos, esquinas e ruas de bairros como a zona Leste e Norte da capital. “Estamos permitindo que esses lugares sejam o primeiro contato dos nossos filhos com a marginalidade”, afirmou Rosses.
Mas a fala que mais escancarou o absurdo foi a seguinte:
“Na maioria das vezes são estabelecimentos informais que, à primeira vista, vendem bebida e diversão, mas na prática alimentam um submundo de ilegalidades.”
📊 E os dados assustam:
– 65% dos universitários iniciaram o consumo de álcool antes dos 18 anos (UEA)
– 5,4% dos estudantes de Manaus já experimentaram drogas ilícitas antes dos 13 (IBGE)
O vereador, Coronel Rosses, do PL, que preside a Comissão de Segurança Pública da CMM, propôs blitz noturnas, denúncias ao Ministério Público e responsabilização de donos de adegas que vendem para menores ou usam adolescentes como mão de obra.
Mas a pergunta que fica é:
o problema está só nas adegas ou na ausência total do Estado nessas áreas?
Porque onde o poder público não chega, a informalidade vira lei, e o que deveria ser um espaço de convivência… vira “adega” no nome, e caos no conteúdo.










