O ano de 2025, marcado por tensões comerciais e diplomáticas, termina com um cenário inesperado para as relações entre Brasil e Estados Unidos. Nesta terça-feira (23/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a taxação de 40% sobre produtos brasileiros imposta por Donald Trump tornou-se “irrelevante” e que o embate acabou unindo os dois líderes.
Da Guerra Comercial à “Química Excelente”
O que começou como uma crise profunda entre julho e agosto, quando os EUA aplicaram tarifas pesadas e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes via Lei Magnitsky, transformou-se em uma aliança pragmática.
“Quando muita gente imaginava que eu e o Trump íamos entrar em guerra, nós terminamos virando amigos”, declarou Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto.
A mudança de tom começou a ganhar corpo em setembro, na Assembleia Geral da ONU, onde Trump afirmou ter uma “química excelente” com o petista. O movimento foi consolidado em dezembro, quando o líder republicano recuou nas sanções contra Moraes e sua esposa, retirando-os da lista da Lei Magnitsky.
“O ano termina bem”
Lula aproveitou o balanço para reforçar que a economia doméstica também dá sinais de fôlego, com a queda no preço dos alimentos. Para o presidente, a capacidade de diálogo superou as barreiras ideológicas, evitando que o Brasil fosse prejudicado pelas sanções americanas que, inicialmente, foram motivadas por críticas de Trump ao processo jurídico envolvendo Jair Bolsonaro.
Do lado americano, o discurso também é de pacificação. Em declaração recente, Trump confirmou a boa relação: “Eu gosto dele. Tivemos uma conversa muito boa”, afirmou o republicano, selando uma trégua que muitos analistas consideravam impossível no início do mandato.






