BELO HORIZONTE (MG) – O caso que chocou o Brasil na última semana ganhou um novo e sombrio capítulo. O desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), está agora sob a mira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado, que ganhou as manchetes após absolver um homem de 35 anos que engravidou uma menina de 12 sob o argumento de “vínculo afetivo”, agora enfrenta acusações diretas de abuso sexual.
A revelação foi feita pela jornalista Adriana Araújo, durante o Jornal da Band, e repercute em todo o país. O que antes era uma indignação sobre uma tese jurídica controversa, tornou-se uma investigação sobre a conduta pessoal do magistrado.
As Denúncias: Do seio familiar ao ambiente de trabalho
O primeiro relato veio a público através de Saulo Láuar, sobrinho do desembargador. Em um depoimento corajoso nas redes sociais, Saulo acusou o tio de tentativa de abuso sexual ocorrida quando ele tinha apenas 14 anos. Segundo o relato, o ato não se consumou porque o jovem conseguiu fugir.
A denúncia encorajou outras vozes. Uma mulher, que trabalhou para a família do magistrado no passado, também utilizou as redes para afirmar que foi vítima de Láuar.
O posicionamento da Justiça
O TJ-MG confirmou a abertura de um procedimento administrativo para apurar as denúncias. No momento, o caso tramita na esfera administrativa da corregedoria, mas o CNJ já se mobiliza para ouvir as testemunhas.
O magistrado, que até então ocupava a cadeira de relator na 9ª Câmara Criminal Especializada, vê sua carreira e sua conduta serem colocadas sob o escrutínio máximo do Judiciário brasileiro.
“A justiça não pode e, desta vez, não vai ficar surda de novo, porque milhões de pessoas se indignaram”, desabafou a jornalista Adriana Araújo, sintetizando o sentimento de urgência que o caso exige.
Entenda os dois lados da crise de Magid Láuar






