Capacitações específicas para o evento internacional buscam qualificar atendimento ao público e ampliar o legado de conhecimento no estado
Com a aproximação da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em Belém em novembro, instituições e escolas de idiomas intensificaram ações para capacitar profissionais em inglês. A Universidade do Estado do Pará (Uepa) e escolas particulares, como a Minds English School e a Life & Job English Center, lançaram cursos voltados para áreas como hotelaria, gastronomia, transporte e segurança. A busca pelo idioma aumentou significativamente — só na Minds, a procura subiu 35%, impulsionando a criação de turmas específicas para o evento.
No setor de hospitalidade, restaurantes e bares têm incentivado seus colaboradores a participarem dos cursos. No restaurante Engenho, por exemplo, os funcionários recebem apoio financeiro para estudar, e já percebem um crescimento na presença de turistas. A proposta vai além do cardápio bilíngue: os estabelecimentos querem proporcionar uma experiência acolhedora ao visitante estrangeiro, reforçando a imagem positiva da cidade. A iniciativa da Minds foi tão bem-sucedida que já foi replicada em outras capitais brasileiras.
A Life & Job English Center, por sua vez, adaptou sua metodologia para diferentes perfis e prazos. Do curso regular ao intensivo de um mês — chamado “pocket English” — a escola atende desde jovens estudantes até artesãos e profissionais autônomos, todos motivados a contribuir de alguma forma durante a COP. O conteúdo é voltado para situações práticas e essenciais, como atendimento em cafés, hotéis e transportes. Segundo a professora Giselle Ramalho, muitos alunos desejam apenas estar “minimamente preparados” para participar do momento histórico.
Já na área da segurança pública, a Uepa, em parceria com a Polícia Militar, oferece um curso de inglês direcionado às situações que os agentes enfrentarão durante a COP30. Dividido em três módulos, o programa tem foco em ocorrências práticas, como furtos ou auxílio a turistas perdidos. As aulas são ministradas por estudantes de licenciatura em inglês e supervisionadas por professores. PMs relatam já ter utilizado o que aprenderam em interações reais com estrangeiros, demonstrando que a iniciativa tem deixado um legado valioso para o policiamento turístico no estado.






