Uma operação de fiscalização ambiental no Amazonas resultou na aplicação de uma multa de quase meio milhão de reais a um criador de porcos acusado de maus-tratos a animais e manutenção ilegal de espécies silvestres em cativeiro. O caso foi registrado em uma propriedade rural na zona rural do estado e ganhou repercussão entre autoridades ambientais e defensores do bem-estar animal.
Durante a vistoria, realizada por agentes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (DEMA), foram encontrados 104 porcos em condições críticas. Os animais apresentavam sinais claros de desnutrição, viviam em ambiente insalubre e sem acesso adequado à alimentação e água limpa. De acordo com os fiscais, a situação era considerada degradante e caracterizava maus-tratos graves.
Além dos suínos, os agentes encontraram também seis animais silvestres mantidos ilegalmente em cativeiro, sem a devida autorização dos órgãos ambientais. As espécies não foram divulgadas pelas autoridades, mas a posse irregular desses animais configura crime ambiental, previsto na Lei nº 9.605/1998, que trata dos crimes contra a fauna.
Diante das irregularidades, o criador foi autuado com base na legislação ambiental brasileira. As multas totalizaram R$ 490.970 e a propriedade foi embargada. O proprietário tem o prazo legal de 20 dias para efetuar o pagamento ou apresentar defesa administrativa junto aos órgãos competentes. Caso não regularize a situação, ele poderá responder também criminalmente pelas infrações.
As autoridades reforçaram que operações como essa têm sido intensificadas em todo o estado, especialmente em áreas rurais, com o objetivo de coibir a prática de maus-tratos e o tráfico de animais silvestres. Segundo o IPAAM, o bem-estar animal é uma prioridade e denúncias da população são fundamentais para combater essas violações.
O caso também reacende o debate sobre as condições de criação de animais em propriedades rurais no interior da Amazônia, onde muitas vezes faltam fiscalização constante e políticas de orientação aos pequenos criadores. Organizações de proteção animal pedem maior rigor nas punições e campanhas educativas que incentivem práticas sustentáveis e humanizadas de manejo.
Criador é multado em quase R$ 500 mil por maus-tratos a porcos no Amazonas
Redação
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