O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a população que vive em favelas no Brasil cresceu e já representa 8,1% da população total do país. Esse aumento é um reflexo das disparidades econômicas e urbanas no Brasil, com um crescimento considerável das favelas nas últimas décadas.
O Censo também destacou que a concentração de pessoas que vivem em condições de vulnerabilidade é ainda maior na região Norte, onde 19% da população reside em favelas. Esse número é significativamente mais alto do que a média nacional, evidenciando um agravamento das desigualdades urbanas em algumas regiões do país.
Além disso, o levantamento mostrou que o crescimento populacional nas favelas está atrelado, em grande parte, ao processo de urbanização desordenada e à falta de infraestrutura nas grandes cidades. Muitos dos moradores enfrentam dificuldades de acesso a serviços básicos como saúde, educação, transporte e saneamento básico.
O aumento da população nas favelas também está associado à migração interna, com pessoas buscando melhores condições de vida nas grandes áreas metropolitanas, mas sem condições financeiras para viver em bairros formais. A pandemia de Covid-19 e a crise econômica que se seguiu acentuaram esses problemas, aprofundando a desigualdade social e a precarização das condições de vida nessas áreas.
Esses dados são um retrato das desigualdades urbanas no Brasil e indicam a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a inclusão social, a melhoria da infraestrutura e o acesso a serviços básicos para a população que vive nessas comunidades.
As favelas brasileiras têm mais estabelecimentos religiosos do que a média do Brasil. Já a proporção de unidades de saúde e de ensino é menor nas comunidades do país.
No país, considerando o total de estabelecimentos (20.398.293), 579.798 são religiosos, o que representa 2,8% do total.
Já nas favelas, considerando o total de estabelecimentos (958.251), 50.934 são religiosos, o que representa 5,3% do total.
As unidades de saúde são 1,2% do total do país, e 0,3% das favelas. As comunidades também têm um percentual menor de unidades de educação: 0,8% do total, enquanto no país este índice é de 1,3%.






