O Ministério da Saúde anunciou que o CPF passará a ser o identificador único dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança faz parte de um processo de “higienização” do banco de dados, que atualmente conta com mais de 340 milhões de registros.
Segundo a pasta, cerca de 111 milhões de cadastros duplicados ou inconsistentes serão inativados até abril de 2026, numa média de 11 milhões por mês. O objetivo é adequar a base ao número real de CPFs ativos no país, estimado em 228,9 milhões.
Para quem ainda não possui CPF — como indígenas, ribeirinhos e estrangeiros em situação irregular — haverá a possibilidade de um cadastro temporário, válido por um ano. Esse recurso garantirá que ninguém deixe de ser atendido em unidades de saúde.
A medida é vista como um passo importante para a modernização do SUS, ao permitir maior integração entre sistemas, evitar desperdícios de recursos e garantir que cada cidadão tenha um histórico único de atendimento. Especialistas, no entanto, alertam para os desafios de infraestrutura e para a necessidade de proteger os dados pessoais dos usuários.





