Caminhar entre as ruas do Centro Histórico de Manaus é experimentar uma verdadeira viagem no tempo ao ser levado para conhecer cada cantinho dos prédios tradicionais da cidade – que hoje são os principais pontos turísticos da capital.

A capital amazonense foi criada no século XVII para demonstrar a presença lusitana e fixar domínio português na região amazônica. A cidade teve início a partir da construção do Forte da Barra de São José, idealizado pelo capitão de artilharia, Francisco da Mota Falcão, em 1669. Em 2019, a cidade completa 350 anos de história e desenvolvimento.

As casas que foram residências de barões da borracha chamam a atenção de quem vista o Centro Histórico de Manaus. A maioria dessas habitações tornou-se patrimônio cultural da cidade e oferece uma oportunidade de imersão na memória do povo da região.

Confira a lista com 15 pontos turísticos de Manaus que contam a história da cidade por meio da sua arquitetura e singularidade.

1 – Teatro Amazonas

Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é considerado o cartão postal da capital amazonense
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é considerado o cartão postal da capital amazonense | Foto: Divulgação

O Teatro Amazonas é considerado o cartão postal da capital amazonense. Inaugurado em 1896, o prédio no estilo renascentista é o maior símbolo do auge do Ciclo da Borracha em Manaus. Com sua decoração interna deslumbrante e pinturas surreais que abordam a influência europeia sobre a elite manauara, o prédio foi construído para ser uma casa de ópera à altura do poderio dos barões da época.

O Teatro Amazonas está dividido em plateia e mais três níveis de camarotes e possui capacidade para 700 pessoas. Na entrada do teatro, está localizada a bilheteria, um pequeno café para quem desejar fazer um lanche rápido e uma loja de artesanato regional.

O Teatro Amazonas está dividido em plateia e mais três níveis de camarotes
O Teatro Amazonas está dividido em plateia e mais três níveis de camarotes | Foto: Divulgação

No piso térreo, o visitante pode encontrar objetos utilizados na construção da casa de espetáculo, como peças da cúpula e assentos antigos. Já nos demais andares, o visitante encontrará o salão nobre do teatro, que abrigam pinturas do artista italiano De Angelis, além do camarim que retrata a forma luxuosa como os artistas da época eram recebidos.

Horários e valores:

Localizado na Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro, o teatro realiza as visitas guiadas de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 14h. A entrada custa R$20 (R$10 a meia) e amazonenses não pagam, mediante a entrega de documento comprobatório.

Para saber mais sobre a visitação basta ligar aos telefones: (92) 3622-1880/2420 –direção | 3232-1768 – bilheteria

2 – Casa Eduardo Ribeiro

O Museu Casa Eduardo Ribeiro era a antiga residência do ex-governador do Amazonas
O Museu Casa Eduardo Ribeiro era a antiga residência do ex-governador do Amazonas | Foto: Divulgação / SEC

O Museu Casa Eduardo Ribeiro foi inaugurado em 18 de março de 2010 e era a antiga residência do ex-governador do Amazonas, Eduardo Gonçalves Ribeiro, maranhense considerado um dos grandes nomes da história do Amazonas. O museu tem a exposição permanente do mobiliário residencial de época, objetos de uso pessoal e de arte que procuram recriar o modo de vida do final do século XIX e início do século XX, época em que Eduardo Ribeiro viveu.

Eduardo Ribeiro era um engenheiro, jornalista e militar. O prédio que virou museu abriga salas e aposentos que tomam o nome de fatos e personagens considerados relevantes na vida de Eduardo Ribeiro e de seus antigos proprietários. Há também um acervo textual composto por documentos digitalizados de caráter pessoal e profissional.

Após a morte de Eduardo Ribeiro, em 1900, o prédio tornou-se propriedade particular, sendo adquirido pelo Governo da União Federal, em 1961. Em 2002, foi cedido ao Estado para os fins específicos de recuperação da memória da cidade.

Horários e valores:

Localizado na Rua José Clemente, 322, Centro, o Museu Casa Eduardo Ribeiro realiza as visitas guiadas de terça a sábado, das 9h às 14h. A entrada é gratuita.

Telefone: (92) 3631-2938

3 – Palácio da Justiça

Concebido para abrigar a sede do Poder Judiciário e Poder Executivo do Amazonas, o prédio foi construído em 1894
Concebido para abrigar a sede do Poder Judiciário e Poder Executivo do Amazonas, o prédio foi construído em 1894 | Foto: Divulgação

Concebido para abrigar a sede do Poder Judiciário e Poder Executivo do Amazonas, o prédio foi construído em 1894, no governo de Eduardo Ribeiro. Demorou seis anos para ficar pronto, sendo inaugurado em 1900, no governo de José Cardoso Ramalho Júnior. O prédio funcionou como sede do poder judiciário até abril de 2006, transformando-se, após isso, em centro cultural.

O Palácio da Justiça possui uma exposição permanente do museu do crime, onde os crimes mais famosos de Manaus são contados pelos guias, além de uma eclética programação cultural com exposição de arte, teatro e música. O prédio ainda hoje recebe alunos das faculdades de Direito para realização de júri simulado.

 O gabinete de leitura do Palácio da Justiça possui mais de mil títulos jurídicos
O gabinete de leitura do Palácio da Justiça possui mais de mil títulos jurídicos | Foto: Divulgação

Dentre as salas e tribunais do lugar, está o gabinete de leitura do Palácio da Justiça, que possui mais de mil títulos jurídicos que podem ser consultados para pesquisa.

Horários e valores:

Localizado na Rua Eduardo Ribeiro, 833, Centro, o Centro Cultural funciona de terça a sábado, das 09h às 17h, e domingos, das 09h às 14h. A visita guiada ocorre de forma gratuita. Fotos são permitidas sem o uso do flash.

Telefone: (92) 3248-1844

4 – Palacete Provincial

O Palacete Provincial é um dos prédios históricos mais antigos de Manaus
O Palacete Provincial é um dos prédios históricos mais antigos de Manaus | Foto: Michael Dantas

O Palacete Provincial é um dos prédios históricos mais antigos de Manaus. Fundado em 1874, o lugar funcionou por mais de 100 anos como Quartel da Polícia Militar do Amazonas. Em 2009, foi restaurado e reinaugurou como espaço aberto para a visitação.

Os interessados em conhecer o lugar encontrarão os cinco museus que o Palacete Provincial abriga e que estão sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura (SEC). Ele é um patrimônio tombado, junto com a Praça Heliodoro Balbi e o Colégio Amazonense Dom Pedro II.

O Palacete Provincial abriga cinco Museus de diferentes linguagens: 

1 – No Museu de Arqueologia ficam expostos fragmentos arqueológicos encontrados na região;

2 – No Museu da Imagem e do Som (MISAM) possui um acervo fotográfico, com obras de cinema, rádio e televisão;

3 – No Museu de Numismática do Amazonas possui um acervo com mais de 8 mil moedas;

4 – No Museu Tiradentes retrata a história da Corporação Militar do Amazonas, com exposição de armas e fardas;

5 – A Pinacoteca do Estado possui mais de 200 obras de arte entre pinturas, esculturas e gravuras de artistas locais.

Horários e valores:

Localizado na Praça Heliodoro Balbi (mais conhecida como Praça da Polícia), s/n, Centro, o Palacete Provincial funciona de terça a sexta, das 9h às 17h e nos sábados e domingos, das 9h às 14h. A entrada é gratuita.

Telefone: (92) 3631-3632

5 – Palácio Rio Negro

O Centro Cultural Palácio Rio Negro foi construído em 1903 para ser residência de um dos “barões da borracha”
O Centro Cultural Palácio Rio Negro foi construído em 1903 para ser residência de um dos “barões da borracha” | Foto: Divulgação

O Centro Cultural Palácio Rio Negro foi construído em 1903 para ser residência de um dos “barões da borracha”, o alemão Karl Waldemar Scholz. Com seus dois andares e 16 cômodos, o prédio é um dos mais emblemáticos desse período, que marcou a economia do Estado.

Waldemar Scholz era o comerciante dono da casa mais luxuosa de Manaus. Após a 1ª Guerra Mundial, o comerciante vendeu seu imóvel para outro seringalista. Após o fim do período de ostentação, o prédio foi alugado para funcionar como sede do Governo.

Em 1980, ele foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas. Ao longo dos anos, foi reformado, restaurado e adaptado e, em virtude de sua beleza arquitetônica e relevância histórica, foi transformado em Centro Cultural.

O Centro Cultural Palácio Rio Negro conta com salões para recitais, exposições, lançamento de livros e diversas atividades culturais. O espaço possui a exposição permanente de pinturas de artistas amazonenses e ainda mantém um gabinete de despachos para o governador e a agenda aberta para atos oficiais, quando necessário.

Horários e valores:

Localizado na Avenida Sete de Setembro, 1546, Centro, o Palácio Rio Negro realiza as visitas guiadas de terça a sábado, das 9h às 17h e, aos domingos, das 9h às 14h. A entrada é gratuita.

Telefone: (92) 3232-4450

6 – Centro Cultural Povos da Amazônia

Inaugurado em maio de 2007, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA) possui diversos espaços e exposições que contam a história da Amazônia e do homem do Norte
Inaugurado em maio de 2007, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA) possui diversos espaços e exposições que contam a história da Amazônia e do homem do Norte | Foto: Divulgação

Inaugurado em maio de 2007, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA) possui diversos espaços e exposições que contam a história da Amazônia e do homem do Norte. Com o objetivo de valorizar, difundir e disseminar as informações geradas e produzidas sobre os países da Amazônia Continental – formada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e a Guiana Francesa.

CCPA dispõe de uma cúpula com cerca de 150 lugares e um auditório com capacidade para 70 pessoas, além de uma ampla arena de espetáculos que comporta até 17 mil pessoas sentadas. Na parte superior externa do prédio são encontrados os registros de ícones rupestres representativos de diversos países amazônicos.

O Centro Cultural oferece aos visitantes uma diversidade de manifestações e referências do patrimônio natural, artístico e cultural da Amazônia, incentivando o desenvolvimento de pesquisas sobre o Norte, por meio da disponibilização dos acervos localizados no Memorial e Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro, Biblioteca Arthur Reis, no Núcleo de Documentação Samuel Benchimol e na Biblioteca Infantil Emídio Vaz D´Oliveira.

Também conta com espaços para visitação do público em geral, com exposições temporárias e permanentes, dentre as quais as representativas do cotidiano amazônico, como a Casa do Caboclo (com decoração e utensílios típicos das casas da população ribeirinha); moenda de cana-de-açúcar (representando o ciclo econômico da cana-de-açúcar); Xapono Yanomami; Barracão do Guaraná (mostrando as etapas de produção artesanal do produto em bastão); Casa da Farinha (com ambientação e utensílios utilizados na fabricação artesanal da farinha de mandioca); Tapiri de Defumação da Borracha e Casa do Seringueiro, além da representatividade do transporte regional, através das canoas.

Faz parte das instalações do CCPA o Museu do Homem do Norte, que possui um acervo de 4.116 peças, onde é possível conhecer mais sobre o boi-bumbá, rituais indígenas, entre outros.

Faz parte das instalações do CCPA o Museu do Homem do Norte, que possui um acervo de 4.116 peças
Faz parte das instalações do CCPA o Museu do Homem do Norte, que possui um acervo de 4.116 peças | Foto: Divulgação

Formado por doações de familiares, o Memorial e Biblioteca Mário Ypiranga Monteiro conta com 15 mil volumes de obras raras, coleções especiais e livros da autoria da personalidade amazonense. Em uma das laterais internas do prédio está a Passarela dos Arcos. Ela é composta por nove arcos, com imagens das nove nações que integram o território amazônico e informações (trilíngues – português, inglês e espanhol) em totens distribuídos no local.

Horários e valores:

Localizado na Avenida Silves, 2.222, bairro Distrito Industrial I (antiga Bola da Suframa), o CCPA funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h. As visitas guiadas são realizadas de forma gratuita.

Telefones: (92) 2125-5300 / 5301

7 – Usina Chaminé

O prédio, construído em 1910, tinha inicialmente a finalidade de ser uma usina de tratamento de esgotos da cidade
O prédio, construído em 1910, tinha inicialmente a finalidade de ser uma usina de tratamento de esgotos da cidade | Foto: Michael Dantas

O prédio, construído em 1910, tinha inicialmente a finalidade de ser uma usina de tratamento de esgotos da cidade. Construído pela empresa inglesa Manaós Improviments, concessionária de serviços de saneamento. O lugar possui características neo-renascentistas e ficou conhecido como Chaminé por apresentar, ao lado direito, uma chaminé de 24 metros, construída com tijolos compactos refratários, coroada por um chapeló em ferro moldado.

Tombado como Monumento Histórico do Amazonas em 1988, a edificação foi reformada em 1993, passando a funcionar como Centro de Artes Chaminé. Em 2002, o prédio recebeu nova reforma, já como Usina Chaminé, e foi reaberto como parte das ações do Programa de Preservação da Natureza da Memória Cultural e Histórica do Amazonas.

A Usina Chaminé dispõe, em sua área interna, de salas para exposições permanentes e temporárias, com projeção de filmes e oficinas infantis.  Na aérea externa conta com uma arena para espetáculos como shows de rock e apresentações teatrais.

Horários e valores:

Localizado na Avenida Manaus Moderna, s/n, Centro, o Centro Cultural Usina Chaminé funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h. A entrada é gratuita.

Telefone: (92) 3633-3026

8 – Igreja São Sebastião

A Igreja São Sebastião é uma das mais antigas de Manaus
A Igreja São Sebastião é uma das mais antigas de Manaus | Foto: Divulgação

A Igreja São Sebastião é uma das mais antigas de Manaus. Com uma arquitetura diferente dos demais prédios históricos do centro de Manaus, com seu estilo gótico, ela é uma construção que apresenta no seu interior painéis e vitrais europeus. Apesar de centenárias, as pinturas que cobrem a igreja permanecem intactas. Elas são de autoria de artistas italianos, foram trazidas da Itália para o Brasil e afixadas no local.

Fundada em 1988, há um detalhe na construção que instiga curiosidade: a existência de apenas uma torre. Alguns historiadores afirmam que o encarregado das obras, que teria recebido o dinheiro antecipadamente, fugiu com toda quantia destinada à construção da segunda torre. Outros afirmam que, como estava no fim do Ciclo da Borracha, não havia mais doadores com dinheiro para terminar a estrutura.

Há relatos ainda que a torre vinha da Europa e afundou num navio, não sendo encomendada uma outra por falta de doadores. Ela ficou de ser construída novamente, mas como acabou ficando conhecida desta forma, ninguém mais fez questão de continuar as obras da segunda torre.

A igreja está localizada na Rua 10 de Julho, 567, Centro,

Telefones (92) 3232-4572 / (92) 99474-8844

Horário das celebrações:

Domingo: 6h, 7h30, 9h, 11h, 17h, 18h30 e 20h

Segunda: 6h, 7h, 12h e 18h

Terça a sábado: 6h, 7h e 18h

Adoração Eucarística: Quinta-feira: 7h30 às 17h

Terço da Libertação, com distribuição da Eucaristia:

Quinta-feira, às 11h30

9 – Largo São Sebastião

 O desenho do Largo lembra o visitante sobre o vai e vem do encontro das águas dos rios Negro e Solimões
O desenho do Largo lembra o visitante sobre o vai e vem do encontro das águas dos rios Negro e Solimões | Foto: Marcos Santos

Ao sair da igreja de São Sebastião, nos deparamos “logo de cara” com a chamativa calçada do Largo São Sebastião. Com seus mais de 3.478,04 metros quadrados de ladrilhos preto e branco, o desenho lembra o visitante sobre o vai e vem do encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

Muitos historiadores ainda têm divergências sobre a calçada do Largo ter sido realmente inspirada nos rios amazônicos ou ter sido uma cópia do calçadão carioca da praia de Copacabana. Alguns estudiosos apontam que o calçamento de Manaus data de 1901 e o de Copacabana, somente em 1922.

O largo, além de seu piso de pedras portuguesas, também abriga o Monumento de Abertura dos Portos, inaugurado em 1900. O lugar já se tornou point de turistas e artistas populares que gostam de apreciar uma vista panorâmica do Teatro Amazonas, acompanhados do tradicional Tacacá da Gisela ou dos bares famosos nas proximidades do Largo.

Tradicional Tacacá da Gisela é point dos que frequentam o Largo
Tradicional Tacacá da Gisela é point dos que frequentam o Largo | Foto: Lucyleny Rocha

O Largo também é rodeado de casas antigas, que foram preparadas para receber os turistas. No local funcionam galerias de arte, redes de bares e restaurantes que atendem todo os segmentos gastronômicos.

Horários e valores:

Localizado na Rua Dez de Julho, S/N, Centro, o Largo é um local disponível a qualquer hora do dia para visitação. Já o famoso tacacá da Gisela funciona todos os dias das 16h às 22h e está localizado bem no meio do Largo.

10 – Paço da liberdade 

O prédio do Paço da Liberdade, também chamado de Paço Municipal, é um dos primeiros prédios da cidade a apresentar características arquitetônicas neoclássicas
O prédio do Paço da Liberdade, também chamado de Paço Municipal, é um dos primeiros prédios da cidade a apresentar características arquitetônicas neoclássicas | Foto: Ingrid Anne

O prédio do Paço da Liberdade, também chamado de Paço Municipal, é um dos primeiros prédios da cidade a apresentar características arquitetônicas neoclássicas, possuindo uma das mais belas fachadas de Manaus.

Localizada no Centro Histórico de Manaus, em frente da Praça Dom Pedro II, o Paço da Liberdade é uma das mais importantes edificações do sítio histórico de Manaus. Sua edificação foi iniciada em 1874 e abrigou o Governo Provincial e a administração do Governo Republicano. Atualmente, é um espaço cultural que preserva parte da memória manauara.

A atração do lugar fica por conta do Museu da Cidade de Manaus
A atração do lugar fica por conta do Museu da Cidade de Manaus | Foto: Alex Pazzuelo

O prédio possui um único pavimento subdividido em três seções. A atração do lugar fica por conta do Museu da Cidade de Manaus, que reúne beleza arquitetônica, exposições tecnológicas, peças arqueológicas e artigos regionais. Desde sua inauguração, em 24 de outubro de 2018, o espaço já recebeu milhares de visitantes nas suas oito salas que retratam o cotidiano da cultura manauara.

Horários e valores:

Localizado na Rua Gabriel Salgado, s/n, (em frente à Praça D. Pedro II), no Centro, o Paço da Liberdade funciona de terça a domingo, das 9h às 17h, sendo a última entrada às 16h.

Com entrada gratuita, o visitante do Museu da Cidade de Manaus fica livre para transitar nas salas e conhecer, através dos painéis interativos, a história da cidade.

Telefones: (92) 3622-4991

11 – Mercado Adolpho Lisboa

O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, também conhecido como Mercadão, foi construído no estilo Art Nouveau
O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, também conhecido como Mercadão, foi construído no estilo Art Nouveau | Foto: Gabriel Costa

Localizado no centro histórico de Manaus, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, também conhecido como Mercadão, foi construído no estilo Art Nouveau, sendo um dos mais importantes exemplares da arquitetura de ferro.

Datado de 1883, o prédio reúne o melhor da gastronomia e da cultura local com a comercialização dos peixes da região, frutas, verduras e do colorido artesanato. Quem estiver de passagem e quiser parar para apreciar a comida regional, o famoso restaurante “A Taberna do Chefe” fica localizado na parte superior do Mercadão e oferece o tradicional jaraqui frito, especialidade da casa.

O prédio foi revitalizado em 2006, por meio de um convênio entre a Prefeitura e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em virtude da sua importância histórica e arquitetônica do período áureo da economia da borracha

Horários e valores:

Localizado na Rua dos Barés, s/n, Centro histórico de Manaus, o Mercado Adolpho Lisboa funciona todos os dias, das 06 às 17h, e nos domingos, das 6h às 12h.  O restaurante “Taberna do Chefe” funciona de segunda a sábado, de 11h às 14h.

12 – Ponta Negra

A praia da Ponta Negra é o balneário em zona urbana mais antigo de Manaus
A praia da Ponta Negra é o balneário em zona urbana mais antigo de Manaus | Foto: Divulgação

A praia da Ponta Negra é o balneário em zona urbana mais antigo de Manaus. Distante somente 13Km da região central, a praia é historicamente um lugar de banho e uma das mais importantes atrações de Manaus.

Após a inauguração da primeira fase do projeto de revitalização da Ponta Negra, em 2011, o local se consolidou com um dos pontos turísticos mais frequentados por turistas e moradores, sediando shows da virada do ano e eventos sazonais de gastronomia.

Bem de frente para o Rio Negro, o visitante pode desfrutar de um fim de tarde no calçadão ou aproveitar um lindo pôr do sol no mirante do local. O ponto também oferece uma bela visão da Ponte Phelippe Daou, conhecida como ponte Rio Negro, outra atração da cidade.

Fim de tarde reúne amigos e familiares
Fim de tarde reúne amigos e familiares | Foto: Divulgação

Localizado em uma das áreas mais nobres de Manaus, onde ficam condomínios de luxo, o local tem praia de areias brancas, amplo calçadão, anfiteatro para shows ao ar livre, quadras esportivas e mirantes.

Balneário:

A praia da Ponta Negra fica aberta para os banhistas todos os dias da semana. A prefeitura municipal orienta que deve ser respeitada a margem de segurança do cordão de isolamento, devido ao baixo nível do Rio Negro.

13 – Biblioteca Pública Estadual do Amazonas

A Biblioteca Pública do Amazonas foi construída no etilo neoclássico e é datada de 1910
A Biblioteca Pública do Amazonas foi construída no etilo neoclássico e é datada de 1910 | Foto: Marcelo Cadilhe

A Biblioteca Pública do Amazonas foi construída no etilo neoclássico e é datada de 1910. A famosa escadaria de ferro veio de Glasgow, na Escócia; já o boleão de mármore, os lustres de cristal e a claraboia de telhas vieram da Inglaterra.

O edifício-sede da biblioteca foi construído no período de 1904 e 1912, e, desde lá, coleciona muitos fatos marcantes, como o incêndio que quase a destruiu em 1945. Reconstruído dois anos depois, o lugar recebeu uma restauração parcial em 1985 e uma mais completa em 2013, quando abriu novamente ao público.

A pessoa que for visitar o lugar encontrará um extenso acervo de livros e jornais datados de até 1886; um ambiente que é chamado de Gibiteca; além do espaço multiuso criado para a realização de palestras, exposições, autógrafos e divulgação de projetos voltados para a arte literária.

Feira de Troca de Livros e Gibis

No último domingo de cada mês, a Biblioteca Pública do Amazonas sedia a Feira de Troca de Livros e Gibis
No último domingo de cada mês, a Biblioteca Pública do Amazonas sedia a Feira de Troca de Livros e Gibis | Foto: Marcelo Cadilhe

No último domingo de cada mês, a Biblioteca Pública do Amazonas sedia a Feira de Troca de Livros e Gibis, com o objetivo de fomentar o interesse na literatura. Levando livros e gibis antigos, o visitante ganha cupons para realizar a troca. O evento tem entrada gratuita.

Horários e valores:

Localizada na Rua Barroso, número 57, Centro, a Biblioteca Pública do Estado funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. A entrada para visitar o espaço é gratuita.

Quem desejar fazer uma consulta ou empréstimo de algum livro, deve realizar o cadastramento junto à administração da biblioteca, apresentando documento de identidade e comprovante de residência.

14 – Zoológico do Cigs

O zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) é ideal para quem deseja conhecer um pouco mais sobre a fauna da região amazônica
O zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) é ideal para quem deseja conhecer um pouco mais sobre a fauna da região amazônica | Foto: Ione Moreno

O zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) é ideal para quem deseja conhecer um pouco mais sobre a fauna da região amazônica. Inaugurado em 1967, o lugar tem o objetivo de proteger e preservar animais para exibição, reprodução e educação ambiental.

Esse trabalho é realizado diariamente e atinge cerca de 140 mil visitantes, entre alunos das escolas de Manaus e turistas, que chegam curiosos para conhecer os mais de 200 animais que vivem no zoológico.

mais de 200 animais vivem no zoológico
mais de 200 animais vivem no zoológico | Foto: Ione Moreno

Situado no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus, o zoológico do Cigs reúne exemplares da onça pintada, arara azul, gavião real, macaco prego e pantera negra, entre outros. Dentro do zoológico, há lanchonete e lojas de artesanato local.

Horários e valores:

Localizado na Estrada da Ponta Negra, número 750, bairro São Jorge, o zoológico funciona de terça a sexta, das 9h às 17h, e nos sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h.

É cobrado o valor de R$ 5 para entrada no zoológico. Estudantes com carteirinha e identidade, crianças de até 12 anos, idosos e deficientes pagam meia entrada.

15 – Bosque da ciência

Com uma área de aproximadamente 13 hectares de floresta nativa, o Bosque da Ciência é um pedaço da fauna e flora amazônica em plena zona urbana de Manaus
Com uma área de aproximadamente 13 hectares de floresta nativa, o Bosque da Ciência é um pedaço da fauna e flora amazônica em plena zona urbana de Manaus | Foto: Divulgação

Com uma área de aproximadamente 13 hectares de floresta nativa, o Bosque da Ciência é um pedaço da fauna e flora amazônica em plena zona urbana de Manaus. Com mais de 70 espécies arbóreas da Amazônia, tanques de peixes-boi e viveiros de jacaré, o lugar é perfeito para quem deseja contemplar a natureza e conhecer várias espécies de animais.

O Bosque da Ciência foi inaugurado em 1995 em comemoração aos 40 anos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), uma das mais importantes instituições de pesquisa da Amazônia. A ideia de sua criação era simples: abrir as portas para a população e aproximar as pessoas da produção científica.

Horários e valores:

Localizado na Rua Bem-te-vi, s/n, bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. O Bosque da ciência do Inpa está aberto para visitação de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h; já nos sábados, domingos e feriados, o lugar funciona das 9h às 17h.

A entrada custa R$5, mas a bilheteria fecha às 16h. Crianças e idosos a parir de 60 anos não pagam.

Telefones: 3643-3192/ 3643-3312/3643-3293

Fonte: Em Tempo