A região mineradora do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, voltou a registrar fortes tensões após uma grande operação militar realizada pela Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) contra grupos armados ligados ao garimpo ilegal.
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Os confrontos ocorrem em áreas conhecidas como Las Claritas, Las Brisas e Las Cristinas, localidades situadas dentro do chamado Arco Mineiro do Orinoco, uma extensa área criada pelo governo venezuelano para exploração de recursos minerais como ouro, diamantes e coltan.
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Segundo relatos de organizações que monitoram a região, a operação conta com o emprego de helicópteros militares e forças terrestres em ações contra grupos armados que exercem controle sobre parte da atividade mineradora ilegal. Moradores relataram intensa movimentação de tropas e registros de confrontos armados.
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Nos últimos anos, o Arco Mineiro do Orinoco tornou-se um dos principais focos de disputas envolvendo facções criminosas, grupos conhecidos como “sindicatos” e organizações armadas que atuam na exploração clandestina de minerais. Especialistas apontam que a região enfrenta problemas relacionados à violência, degradação ambiental e violações de direitos humanos.
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A escalada da violência também desperta atenção das autoridades brasileiras devido à proximidade com a fronteira de Roraima. Órgãos de segurança acompanham há anos os impactos do garimpo ilegal, incluindo rotas de contrabando de ouro, circulação de grupos criminosos e pressões sobre áreas indígenas da região amazônica.
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Enquanto a operação militar segue em andamento, organizações civis alertam para o risco de deslocamentos de moradores e possíveis consequências humanitárias para comunidades que vivem próximas às áreas dos confrontos.
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