A partir de 2026, proprietários de carros com mais de 10 anos de fabricação vão enfrentar um novo cenário no Brasil. As mudanças envolvem tanto a cobrança do IPVA, que passa a seguir um padrão nacional para veículos mais antigos, quanto um aumento na fiscalização e nas exigências de manutenção, especialmente para quem utiliza o carro profissionalmente.
A principal novidade é a unificação da isenção do IPVA para veículos com 20 anos ou mais, prevista na Emenda Constitucional que cria uma regra válida em todo o país. Com isso, carros fabricados até 2006 passam a ser obrigatoriamente isentos do imposto em todos os estados, inclusive naqueles que antes adotavam critérios diferentes, como Minas Gerais e Santa Catarina.
Já os veículos com 10 a 15 anos de uso continuam sujeitos às regras estaduais, podendo pagar o imposto integral, ter descontos ou até isenção, dependendo da legislação local. A taxa de licenciamento anual, porém, segue obrigatória para todos os veículos em circulação.
No mercado de usados, a isenção do IPVA tende a aumentar o interesse por modelos que atingem 20 anos de fabricação. Especialistas apontam que carros de 2006, por exemplo, podem ter maior valorização e liquidez em 2026, refletindo diretamente na Tabela Fipe.
Em contrapartida, a fiscalização deve se tornar mais rigorosa. Projetos debatidos nos últimos anos preveem vistorias periódicas obrigatórias, com foco em itens como freios, suspensão, iluminação e emissão de poluentes. A medida busca reduzir acidentes e impactos ambientais.
Motoristas de aplicativos também precisam ficar atentos. Plataformas têm adotado limites de idade mais restritivos, retirando veículos mais antigos de categorias premium, o que pode afetar diretamente a renda de quem trabalha no setor.
Diante desse cenário, a recomendação é clara: manutenção preventiva, documentação em dia e planejamento são fundamentais para evitar problemas, multas ou até retenção do veículo a partir de 2026.









