O Comando Vermelho (CV) consolida sua presença no Amazonas, ampliando o domínio em cidades estratégicas da tríplice fronteira com Colômbia e Peru. Segundo especialistas, a facção atua não apenas no tráfico de drogas, mas também em garimpo ilegal, pesca, extração de madeira e lavagem de dinheiro, aproveitando a vasta extensão da região amazônica.
Enquanto isso, há divergência entre autoridades sobre a melhor forma de proteger as fronteiras. Especialistas e ex-políticos alertam que a falta de políticas permanentes e integração entre forças estaduais e federais facilita o avanço das organizações criminosas. O governo do Amazonas, por sua vez, reforça investimentos em bases, armamentos e efetivo, buscando alinhamento estratégico para conter a expansão do crime organizado.
A disputa entre continuidade institucional e ações fragmentadas evidencia o desafio central: sem uma política de Estado, o fortalecimento do Comando Vermelho tende a se intensificar, afetando comunidades locais e a segurança regional.





