O cenário político no Amazonas ganhou novos contornos neste domingo (1º) com a realização do movimento “Acorda, Brasil”. O ato, que ocupou a orla da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, serviu como um termômetro de mobilização para a direita local e consolidou pautas que devem nortear o debate eleitoral nos próximos meses.
A mobilização começou cedo, na Zona Norte, com uma carreata e motociata que partiu da Avenida Governador José Lindoso (Avenida das Torres). O comboio atravessou a cidade até o ponto de concentração na Ponta Negra, onde mandatários e lideranças se uniram a manifestantes vestidos de verde e amarelo.
O tom do palanque
Entre os nomes centrais do evento, a Professora Maria do Carmo (PL), pré-candidata ao governo do estado, utilizou o palanque para nacionalizar o debate e convocar a militância. Em seu discurso, a educadora enfatizou a necessidade de uma “virada de página” tanto no Amazonas quanto no Brasil.
“Nós temos a oportunidade de mudar a política. Esse movimento que une o Brasil, de Norte a Sul, tem que pulsar no coração de cada um de nós. A mudança que a gente quer depende da gente”, afirmou Maria do Carmo, posicionando-se como uma das principais vozes da oposição no estado.
Pautas nacionais e locais
Além do apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência e a defesa da anistia, o ato foi marcado por um forte discurso anticorrupção. As críticas não pouparam as esferas municipal, estadual e federal, sinalizando que a estratégia do grupo será focar na fiscalização e no desgaste das atuais gestões.
Para observadores políticos, a presença da Professora Maria do Carmo em todas as etapas do evento, desde a concentração com caminhoneiros até o encerramento na orla, reforça sua imagem de “pé no chão” e sua capacidade de diálogo com diferentes setores da direita amazonense, um passo estratégico para quem almeja o comando do Executivo estadual em 2026.






