Em um desenvolvimento científico notável, médicos chineses identificaram a presença de microplásticos no coração humano pela primeira vez. A pesquisa, que envolveu a utilização de laser infravermelho e microscopia eletrônica durante cirurgias cardíacas, foi recentemente publicada na revista científica Environmental Science & Technology.
Embora a presença de microplásticos já tenha sido detectada anteriormente no sangue e em partes do corpo humano mais expostas ao ambiente, como pulmões, placenta, útero, boca e ânus, esta descoberta adquire uma dimensão sem precedentes ao ser identificada no coração humano. O coração, por ser um órgão profundo e protegido, representa um local inédito para a detecção desse material.
A pesquisa envolveu a coleta de amostras de microplásticos de 15 pacientes submetidos a cirurgias cardíacas. As amostras abrangeram diversas partes do coração e áreas relacionadas, como pericárdio, tecido adiposo epicárdico e pericárdico, miocárdio, bem como apêndices atriais esquerdos. O estudo também incluiu pares de amostras de sangue venoso pré e pós-operatório.
Os resultados desse estudo apontam para a presença generalizada de microplásticos em diferentes partes do corpo humano, inclusive em órgãos internos até então considerados menos expostos ao ambiente externo. A descoberta destaca a necessidade contínua de avaliar os impactos potenciais dos microplásticos na saúde humana, bem como de adotar abordagens mais sustentáveis para reduzir a disseminação desse material prejudicial.
Essa descoberta também enfatiza a importância de aumentar a conscientização pública sobre os efeitos dos microplásticos e a urgência de encontrar soluções para mitigar sua presença no meio ambiente e, consequentemente, nos seres humanos.






