A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11), o Projeto de Lei 104/2015, que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos portáteis em salas de aula. Com 45 votos favoráveis e 14 contrários, o texto foi aprovado em caráter terminativo e agora segue para análise do Senado Federal.
A medida propõe a proibição do uso de aparelhos eletrônicos nas salas de aula, com exceção de situações pedagógicas autorizadas pelos professores. O objetivo principal é combater a distração dos estudantes e criar um ambiente mais focado no aprendizado. A iniciativa também incentiva o uso responsável da tecnologia e reforça o papel das escolas na educação digital.
Para muitas mães, o projeto levanta questões sobre a necessidade de orientar os filhos a entender os limites do uso da tecnologia. “Meu filho leva o celular para a escola, mas já percebi que ele passa muito tempo no aparelho, mesmo durante as aulas. Se isso ajudar a melhorar o desempenho dele, sou totalmente a favor”, comenta Vanessa Cardoso, mãe de um estudante do ensino médio.
Especialistas em educação apoiam a proposta, mas destacam que é essencial preparar professores e alunos para que o uso da tecnologia, quando permitido, seja integrado às atividades pedagógicas de forma eficiente. “A tecnologia não pode ser vista apenas como uma distração. Com a devida orientação, ela se torna uma ferramenta poderosa para o ensino. Porém, a regulamentação é necessária para equilibrar esses dois aspectos”, explica a pedagoga Marina Santos.
O texto aprovado pela CCJ é mais uma etapa no debate sobre os desafios e impactos do uso da tecnologia na educação. Se for aprovado pelo Senado e sancionado, o projeto exigirá adaptação das escolas e das famílias, que desempenham um papel fundamental na formação de hábitos saudáveis de uso da tecnologia.
A discussão também traz à tona a responsabilidade das mães na educação digital dos filhos, especialmente em um mundo cada vez mais conectado. Saber orientar o uso do celular e estabelecer limites pode ser a chave para aproveitar o melhor da tecnologia sem prejudicar o aprendizado.










