O Ceará já registrou mais de 150 ataques – de incêndios e tiros contra prédios públicos e bancos à explosão de dinamite na base de um viaduto – na primeira semana do ano.

Esse cenário de caos surgiu como reação de facções criminosas à promessa do novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, de adotar mais rigor contra entrada de celulares nos presídios e acabar com a separação de detentos em presídios diferentes a partir das facções às quais pertencem.

Sem previsão para cessar os ataques em série, a população sente medo e evita sair de casa, parte do comércio fecha e turistas evitam o Estado. Não há registro de feridos.

Para controlar a situação no curto prazo, o governo do Ceará pediu reforço. Trezentos agentes da Força Nacional já foram encaminhados para o Estado e outros 200 chegarão nos próximos dias, além de policiais emprestados de outras unidades da Federação.

Acordo firmado entra as quatro facções que dominam o crime organizado no Ceará: a paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), a fluminense Comando Vermelho (CV), a cearense Guardiões do Estado (GDE) e a amazonense Família do Norte (FDN), indicam o pacto contra o Governo do Ceará.

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), informou nesta terça-feira (8) que 168 pessoas já foram presas e autuadas com possível ligação com os ataques que assustaram as cidades cearenses na última semana.

Em post divulgado em uma rede social, Santana informou ainda que “outras estão em investigação e poderão ser presas a qualquer momento”. O petista argumenta que está reforçando ainda mais o policiamento em Fortaleza, e também no interior, com o apoio de tropas federais e estados parceiros.

“Já determinei à cúpula da segurança que empregue todos os esforços necessários”, pontuou. “Lideranças criminosas estão sendo identificadas e as transferências para presídios federais estão em curso” continuou, dizendo que “não haverá tolerância para o crime”.