BRASÍLIA – A morte brutal do cão “Orelha”, ocorrida na Praia Brava, em Santa Catarina, ganhou repercussão nacional e chegou ao cenário político nesta quarta-feira (28). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se oficialmente sobre o caso, classificando o episódio como uma “crueldade sem tamanho” e defendendo punições severas, independentemente da idade dos envolvidos.
O cão era uma figura querida pela comunidade local há anos, e sua morte gerou uma onda de indignação que ultrapassou as fronteiras do estado. Para o parlamentar, episódios de barbárie contra animais devem ser tratados com firmeza absoluta para evitar que a impunidade estimule novos crimes.
Responsabilização e Justiça
Em nota, Flávio Bolsonaro destacou que a violência não pode ser minimizada quando praticada por jovens. “Quando há barbaridade, tem que haver responsabilização. A lei precisa ser firme para proteger os inocentes e impedir que a crueldade vire regra”, declarou o senador.
O parlamentar enfatizou ainda que o histórico dos acusados revela um padrão de comportamento perigoso. “Casos assim mostram que a violência começa cedo e não pode ser tratada como algo menor só por causa da idade”, completou.
Investigação: Intimidação e Coação
Enquanto a sociedade cobra justiça, a Polícia Civil de Santa Catarina avançou nas investigações. Além dos atos infracionais atribuídos aos três jovens que incluem maus-tratos a animais, crimes contra a honra e depredação de patrimônio, o caso ganhou um novo desdobramento jurídico.
A polícia confirmou o indiciamento de familiares dos jovens pelo crime de coação no curso do processo. A suspeita é de que parentes dos acusados estariam tentando intimidar testemunhas para obstruir o trabalho das autoridades. As investigações seguem em andamento para apurar a extensão de todos os danos causados pelo grupo na região da Praia Brava.






