Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:33:28

Caso Orelha: Brasil se une em pedido de justiça pela morte brutal de cão comunitário em Florianópolis

A morte do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis (SC), deixou de ser apenas um caso policial e se transformou em um clamor nacional por justiça.

O episódio, registrado no início de janeiro de 2026, gerou revolta, protestos e mobilização popular em várias partes do país.
O animal, que vivia há cerca de 10 anos na região, era conhecido por moradores e comerciantes como dócil e inofensivo.

Ele foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata e, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia, o que aumentou ainda mais a indignação da população.

As investigações apontam quatro adolescentes como suspeitos do espancamento.

Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores foram fundamentais para a identificação dos envolvidos. O caso é acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital (Infância e Juventude) e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital (Meio Ambiente).

Neste domingo (25), o MPSC informou que o processo segue na fase de oitivas, com coleta de depoimentos e novas diligências em andamento.

A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso deve concluir essa etapa e encaminhar o procedimento ao Ministério Público, que dará os encaminhamentos legais.

Mesmo com o tratamento jurídico como ato infracional análogo ao crime de maus-tratos, por se tratar de menores de idade, o que se vê nas ruas, nas redes sociais e em manifestações públicas é um só discurso: o Brasil inteiro pede justiça.

Protestos foram registrados em Florianópolis, e milhares de pessoas utilizam as redes sociais para exigir responsabilização, medidas socioeducativas rigorosas e respostas firmes do sistema de Justiça.

A sociedade cobra que o caso não seja esquecido, não seja tratado com indiferença e não termine em impunidade.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também se manifestou, afirmando que as provas do crime são “de embrulhar o estômago”, reforçando a gravidade do caso.
Mais do que um processo judicial, o Caso Orelha se tornou um símbolo da luta contra a violência animal no Brasil.

A população exige justiça, respeito à vida e punição aos responsáveis, para que crimes como esse não se repitam.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens