O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A decisão atende a pedido da Polícia Federal, que aponta a existência de uma estrutura organizada para intimidar jornalistas, monitorar opositores e interferir nas investigações.
“A Turma” e a engrenagem da intimidação
Segundo as apurações, o grupo denominado “A Turma” atuaria em diferentes frentes, incluindo um núcleo voltado à coação e ao embaraço da Justiça.
A investigação descreve uma organização com divisão de tarefas e atuação contínua.
Entre os citados no inquérito estão pessoas próximas ao empresário, como Fabiano Zettel, além de outros investigados.
Plano contra jornalista
Um dos pontos mais graves envolve o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Mensagens interceptadas indicariam a articulação de um falso assalto com agressões, em suposta retaliação a reportagens sobre o banco.
Suposta ocultação de R$ 2,2 bilhões
Outro elemento que pesou na nova prisão preventiva foi a movimentação de R$ 2,2 bilhões para a conta do pai do empresário, Henrique Moura Vorcaro, durante o curso das investigações.
Para a PF, a transação reforça indícios de tentativa de ocultação de patrimônio.
De acordo com o ministro relator, manter os investigados em liberdade poderia representar risco à coleta de provas e à continuidade do processo.
As investigações seguem em andamento, e, segundo a Polícia Federal, apenas parte do material apreendido foi analisada até o momento.







