No próximo domingo, 15 de setembro, celebramos o Dia Internacional da Democracia, uma data que ganha uma relevância especial neste ano, com o discurso incisivo da ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em uma fala marcada pela firmeza e pela defesa dos direitos das mulheres, Cármen Lúcia abordou a importância da participação feminina no processo eleitoral e destacou o crescente problema da violência política de gênero.
“Democracia não tem gênero. (…) Todas as pessoas no Brasil precisam viver com liberdade. Isso inclui nós, mulheres”, afirmou a ministra, sublinhando que a democracia deve ser inclusiva e representar todos os segmentos da sociedade.
Cármen Lúcia enfatizou a disparidade de representação feminina na política brasileira, observando que, apesar de ser mais da metade da população, as mulheres ainda enfrentam uma representação extremamente baixa nos espaços de poder, como nas câmaras municipais e prefeituras. Ela ressaltou que essa sub-representação é um reflexo de uma cultura que ainda combate a participação plena das mulheres na política.
A presidente do TSE também abordou o problema da violência política de gênero, que tem sido uma barreira significativa para a inclusão das mulheres no processo eleitoral. “Este processo eleitoral, como já aconteceu em outros em que a representação de mulheres é tão diminuta como nós temos no Brasil, vem sofrendo também, neste caso, mais violência, violência política, violência na tentativa de impedir que as mulheres possam, queiram e devam participar do processo político de representação. Isto é inadmissível por todas as formas”, declarou Cármen Lúcia.
A ministra destacou que a violência política de gênero não apenas afeta diretamente as mulheres candidatas, mas também desencoraja a participação feminina em todos os níveis de tomada de decisão. Este comportamento prejudica a democracia e a diversidade necessária para um sistema político verdadeiramente representativo.
Cármen Lúcia fez um apelo à sociedade para que se reuna em torno da causa da igualdade de gênero na política e defendeu medidas para proteger as mulheres contra abusos e discriminações. “É necessário que trabalhemos para garantir que todas as mulheres possam participar plenamente da vida política sem medo de represálias ou violência”, concluiu.








